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Policial é atingido com tiro acidental da própria arma no interior do Acre

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17 Dez 2018 Por Mazinho Rogério

Militar estava caminhando com pistola na cintura quando arma disparou sozinha. Comando da PM informou que vai abrir inquérito para apurar o caso, que ocorreu no sábado (15) em Mâncio Lima.

Um policial militar, que não teve o nome revelado, foi atingido com um tiro acidental da própria arma na noite do último sábado (15). O caso ocorreu no município de Mâncio Lima, no interior do Acre. O PM foi atingido na coxa direita quando caminhava com a arma na cintura.


O Comando da PM do município afirma que vai abrir um inquérito para apurar o incidente. A arma com a qual o policial foi atingido era a mesma que ele usa em serviço.


A pistola calibre 247 disparou sem ser acionada. Segundo a polícia, o tiro acidental foi causado por um defeito na arma. O assessor do 6º Batalhão da PM, o aspirante Robson Belo, relata que outros incidentes já foram registrados com o mesmo modelo de arma em outras unidades policiais.


“O policial estava com a arma na cintura e disparou. Infelizmente, é uma arma que tem dado bastante problema, não só na polícia acreana como nas polícias de todo o Brasil”, relata.


O policial foi encaminhado para o pronto-socorro de Cruzeiro do Sul, mas o ferimento não causou danos graves e o homem foi liberado. Belo destacou ainda que a arma vai ser periciada para identificar qual a causa do disparo.


“Após o relatório técnico essa arma será encaminhada para quem de direito faça os devidos procedimentos legais”, afirma.

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Extrativista acreano morre enforcado com alça do saco de castanha em Boca do Acre – Am

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O extrativista José Jordão da Silva, 49 anos, foi encontrado morto dentro da floresta, após dois dias. Amigos, que estranharam a demora do trabalhador, retornaram a área de mata em busca dele, mas, só o encontraram na manhã da sexta-feira, 27, sem vida, de joelhos, enforcado com a alça do saco de castanha.

Segundo as informações, na última quinta-feira, 26, José saiu da propriedade rural que estava, localizada no quilometro 146, da BR 317, em Boca do Acre, no Amazonas, para coletar castanha na floresta. A vítima é de Rio Branco e estava fazendo o trabalho para conseguir recursos para sustentar a família.

Geralmente, a coleta da castanha acontece logo pela manhã e termina após o meio dia. No final da tarde, quando todos se reuniram no barracão, foi notada a ausência de José. Suspeitando que algo de ruim tivesse ocorrido, os amigos se reuniram e entraram na floresta em busca de Jordão.

As buscas se estenderam até 1h da madrugada da sexta-feira. Pela manhã, o grupo retornou à floresta e se depararam a triste cena.

De acordo com os relatos, José Jordão foi encontrado morto por enforcamento em um acidente de trabalho. O saco de castanha, que pesa entre 80 a 100 quilos, caiu para trás e alça feita de cipó lhe enforcou.

O corpo foi levado até o barracão do seringal onde José estava prestando serviço.

 

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Em Feijó Delegado acusa prefeito de perseguição: “Prejudicando a sociedade”

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No município de Feijó, no interior do Acre, três funcionários que eram cedidos da Prefeitura para a Delegacia do município foram retirados pelo prefeito Kiefer Cavalcante. Segundo o delegado Railson Ferreira, isso se deve por uma perseguição do prefeito com o delegado, além da ausência dos servidores prejudicarem os serviços prestados à comunidade.

“Sem vaidade, eu tenho certeza que em 2021/2022, a delegacia de Feijó foi a que mais produziu em geral, não isolado, mas no geral somos nós. O ano passado a gente começou a sair um pouco daquela linha de prender traficante e aqueles que furtam, que são da classe baixa. Não estou justificando, são crimes que devem ser punidos e com rigor, só que a gente resolveu dar uma mudada, porque estamos no mundo para fazer mudança”, explica.

O delegado conta que resolveu trabalhar os crimes contra a administração pública. “Se você servir só para prender pobre, você não tem valor nessa vida. Essa é a concepção que eu tenho, foi para isso que eu estudei. Acho que todos devem, contudo os ricos, serem punidos porque eles têm liberdade de escolha, o pobre tem, mas é bem reduzida”.

Em 2022, a delegacia iniciou as atividades investigativas contra a Prefeitura e cumprimos alguns mandados de busca. “Em razão disso, a gente começou a sofrer um boicote por conta do prefeito, que deveria se colocar à disposição dos órgãos de fiscalização, Ministério Público, polícia e ele vem com toda a estrutura dele contra a gente”, disse.

O delegado contou ao ContilNet que em 2022, ele foi proibido, indiretamente, de ir às rádios da cidade. “Toda semana eu costumava ir à rádio, falar com a população, levar o que a gente faz, o que a gente precisa fazer, onde a gente ia, dar o recado para zona rural. Aqui a gente trabalha muito a polícia comunitária, de ir ao local, entender a conversa e atender o público. Aqui em Feijó as pessoas não viam delegado fazer isso. Eu passei um bom tempo, até que surgiu um programa independente e eu pude ir”, explicou.

Retirada dos funcionários

Com relação aos funcionários que foram devolvidos para a Prefeitura, o delegado contou que em dezembro de 2022, o prefeito retirou dois funcionários, um que ajudava no cartório fazendo TCO e atendimento Maria da Penha, o outro ajudava no gabinete, visto que o delegado não tem escrivão.

“Ele me ajudava a fazer nas representações, seja uma delegacia que mais prende, independente de Rio Branco, capital ou interior, delegacia que mais em prisão a gente é recorde. Um dos funcionários me ajuda muito nas representações. Eu ajudo o Gabriel com uma bolsa de R$800,00. Eu não posso abrir mão dele, do outro infelizmente eu não pude pagar”, disse.

Uma servidora que cuida da questão da emissão de identidade, agora vai cuidar do RG, apesar de ser um documento apenas, com o número do CPF, mas os procedimentos seguem sendo dois. “Essa moça que trabalhava conosco, ela estava há 19 anos aqui. Para você trabalhar nessa área, tem que fazer curso. Ela foi capacitada para essa nova identidade, as pessoas vieram, fizeram a capacitação nela para esse novo atendimento do RG nacional”, explica.

“Ela está há 19 anos conosco, é uma servidor exemplar e daí ele resolveu tirar ela, eu não tenho ninguém habilitado para isso e se eu não conseguir colocar alguém que eu estou correndo atrás, a população vai ficar sendo um documento básico de cidadania que é o RG e agora o CPF que vai ser feito por aqui também. Já é tão caro. É R$200,00 e poucos um RG novo e demora muito, aí a população já paga caro, demora muito e não vai ter ninguém para fazer porque eu não tenho ninguém para colocar. Só que a gente está buscando uma solução para que a população não fique à deriva”, disse ao ContilNet.

Railson Ferreira fala que essas retaliações começaram a acontecer desde o ano passado, quando foram cumpridos mandados de busca em outubro de 2022. A investigação é sobre corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e outros. “Ele como Servidor Público, ele é pago para isso, ele deveria colocar a prefeitura à disposição da investigação. Ele deveria valorizar, porque são polícias – PM e polícia civil – extraordinárias e a gente modificou a realidade da segurança pública e região. A gente conseguiu levar para a cadeia e para o Ise, nesses dois anos, aproximadamente 500 pessoas encarceradas e numa cidade com mais ou menos de 40 mil habitantes. Isso significa que as políticas públicas não estão funcionando. Infelizmente, a gente prende quando todo o sistema falhou. E aí vem a gente prende”, explicou.

POR MARIA FERNANDA ARIVAL, DO CONTILNET

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Motaxistas fecham ponte em Cruzeiro do Sul em protesto contra transporte clandestino

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Um grupo de motaxistas fez um protesto nesta quinta-feira (26) contra o transporte clandestino na cidade de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Os trabalhadores chegaram a fechar a Ponte da União, na entrada da cidade, por cerca de uma hora e liberaram a via após negociação com a Polícia Militar.

Os manifestantes alegam que somente no mês de janeiro pagam cerca de R$ 1 mil em impostos para estarem aptos a trabalhar com transporte de passageiros e que têm sido prejudicados por conta do alto número de motoristas clandestinos na cidade. Eles pedem que a prefeitura tome providências e fiscalizem a atividade irregular.

Manifestação na Ponte da União, na entrada da cidade de Cruzeiro do Sul, durou cerca de uma hora nesta quinta-feira (26) — Foto: Bruno Vinicius/Rede Amazônica

Manifestação na Ponte da União, na entrada da cidade de Cruzeiro do Sul, durou cerca de uma hora nesta quinta-feira (26) — Foto: Bruno Vinicius/Rede Amazônica

Mototaxista há 22 anos na cidade de Cruzeiro do Sul, José Eudes, de 47 anos, afirmou que está cada vez mais difícil manter a profissão por conta dos clandestinos que atuam sem pagar impostos, sem fiscalização e, por isso, conseguem fazer corridas a preços mais baixos. Com isso, muitos passageiros acabam optando por esses motoristas.

“Para trabalharmos como mototaxistas precisamos fazer vários procedimentos, um deles é curso. Então, não consigo entender como que Cruzeiro do Sul hoje existe o tanto de clandestinos que tem. Qualquer pessoa que tenha um veículo vai para rua trabalhar. Não acho justo a gente pagar os nossos impostos e as pessoas trabalharem irregular, sem pagar nada. Isso para mim é falta de respeito com a gente e com a população. E, acima de tudo, colocando a vida das pessoas em risco”, reclamou.

Grupo pede fiscalização de transporte clandestino — Foto: Bruno Vinicius/Rede Amazônica

Grupo pede fiscalização de transporte clandestino — Foto: Bruno Vinicius/Rede Amazônica

O capitão Silva Lima, da PM-AC, disse que foi feita negociação com os manifestantes para liberarem a pista e que uma reunião foi marcada para as 12h desta quinta com o prefeito Zequinha Lima. O g1 tentou contato com a prefeitura e aguarda reposta até última atualização desta reportagem.

“Logo que tomamos conhecimento que a ponte estava bloqueada, cessando o direito de ir e vir da população, nos deslocamos até o local para saber qual era a reivindicação dos mototaxistas. Estavam reclamando que estavam trabalhando o dia inteiro e, ao final do dia, o faturamento era muito baixo e um dos motivos era a quantidade de clandestinos que presta esse tipo de serviço. Queriam uma conversa com o gestor municipal, fizemos essa ponte com o prefeito, que de imediato aceitou e chegamos em um consenso para procurar solucionar essa situação”, afirmou o Militar.

Por G1/Ac

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