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Hospital de Porto Walter está à mais de 1 mês sem médico

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06 Fev de 2019 do YacoNews

Já passa de um mês a falta de médico no Hospital Estadual do município de Porto Walter no Vale do Juruá do Acre. Desde o dia 1° de Janeiro não há médico atendendo na unidade, deixando a população a mercê da sorte.

 Conforme informações do ex porta voz do governo Leonildo Rosas, o hospital que chegou a ter 4 médicos cubanos até o ano passado, agora enfrenta dificuldades para oferecer o atendimento de urência e emergência a população do município.

 Ainda segundo Rosas, no dia 05 deste mês houve um acidente, e as vítimas tiveram que ser transportadas em uma lancha para Cruzeiro do Sul por falta de médico no referido hospital.

“O aviso foi dado! Vamos agir, em vez de culpar o passado. Falando em passado, os quatro profissionais do Mais Médico que atuavam no município foram embora.” relata Rosas em sua página do facebook.

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Em Feijó Delegado acusa prefeito de perseguição: “Prejudicando a sociedade”

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No município de Feijó, no interior do Acre, três funcionários que eram cedidos da Prefeitura para a Delegacia do município foram retirados pelo prefeito Kiefer Cavalcante. Segundo o delegado Railson Ferreira, isso se deve por uma perseguição do prefeito com o delegado, além da ausência dos servidores prejudicarem os serviços prestados à comunidade.

“Sem vaidade, eu tenho certeza que em 2021/2022, a delegacia de Feijó foi a que mais produziu em geral, não isolado, mas no geral somos nós. O ano passado a gente começou a sair um pouco daquela linha de prender traficante e aqueles que furtam, que são da classe baixa. Não estou justificando, são crimes que devem ser punidos e com rigor, só que a gente resolveu dar uma mudada, porque estamos no mundo para fazer mudança”, explica.

O delegado conta que resolveu trabalhar os crimes contra a administração pública. “Se você servir só para prender pobre, você não tem valor nessa vida. Essa é a concepção que eu tenho, foi para isso que eu estudei. Acho que todos devem, contudo os ricos, serem punidos porque eles têm liberdade de escolha, o pobre tem, mas é bem reduzida”.

Em 2022, a delegacia iniciou as atividades investigativas contra a Prefeitura e cumprimos alguns mandados de busca. “Em razão disso, a gente começou a sofrer um boicote por conta do prefeito, que deveria se colocar à disposição dos órgãos de fiscalização, Ministério Público, polícia e ele vem com toda a estrutura dele contra a gente”, disse.

O delegado contou ao ContilNet que em 2022, ele foi proibido, indiretamente, de ir às rádios da cidade. “Toda semana eu costumava ir à rádio, falar com a população, levar o que a gente faz, o que a gente precisa fazer, onde a gente ia, dar o recado para zona rural. Aqui a gente trabalha muito a polícia comunitária, de ir ao local, entender a conversa e atender o público. Aqui em Feijó as pessoas não viam delegado fazer isso. Eu passei um bom tempo, até que surgiu um programa independente e eu pude ir”, explicou.

Retirada dos funcionários

Com relação aos funcionários que foram devolvidos para a Prefeitura, o delegado contou que em dezembro de 2022, o prefeito retirou dois funcionários, um que ajudava no cartório fazendo TCO e atendimento Maria da Penha, o outro ajudava no gabinete, visto que o delegado não tem escrivão.

“Ele me ajudava a fazer nas representações, seja uma delegacia que mais prende, independente de Rio Branco, capital ou interior, delegacia que mais em prisão a gente é recorde. Um dos funcionários me ajuda muito nas representações. Eu ajudo o Gabriel com uma bolsa de R$800,00. Eu não posso abrir mão dele, do outro infelizmente eu não pude pagar”, disse.

Uma servidora que cuida da questão da emissão de identidade, agora vai cuidar do RG, apesar de ser um documento apenas, com o número do CPF, mas os procedimentos seguem sendo dois. “Essa moça que trabalhava conosco, ela estava há 19 anos aqui. Para você trabalhar nessa área, tem que fazer curso. Ela foi capacitada para essa nova identidade, as pessoas vieram, fizeram a capacitação nela para esse novo atendimento do RG nacional”, explica.

“Ela está há 19 anos conosco, é uma servidor exemplar e daí ele resolveu tirar ela, eu não tenho ninguém habilitado para isso e se eu não conseguir colocar alguém que eu estou correndo atrás, a população vai ficar sendo um documento básico de cidadania que é o RG e agora o CPF que vai ser feito por aqui também. Já é tão caro. É R$200,00 e poucos um RG novo e demora muito, aí a população já paga caro, demora muito e não vai ter ninguém para fazer porque eu não tenho ninguém para colocar. Só que a gente está buscando uma solução para que a população não fique à deriva”, disse ao ContilNet.

Railson Ferreira fala que essas retaliações começaram a acontecer desde o ano passado, quando foram cumpridos mandados de busca em outubro de 2022. A investigação é sobre corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e outros. “Ele como Servidor Público, ele é pago para isso, ele deveria colocar a prefeitura à disposição da investigação. Ele deveria valorizar, porque são polícias – PM e polícia civil – extraordinárias e a gente modificou a realidade da segurança pública e região. A gente conseguiu levar para a cadeia e para o Ise, nesses dois anos, aproximadamente 500 pessoas encarceradas e numa cidade com mais ou menos de 40 mil habitantes. Isso significa que as políticas públicas não estão funcionando. Infelizmente, a gente prende quando todo o sistema falhou. E aí vem a gente prende”, explicou.

POR MARIA FERNANDA ARIVAL, DO CONTILNET

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Motaxistas fecham ponte em Cruzeiro do Sul em protesto contra transporte clandestino

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Um grupo de motaxistas fez um protesto nesta quinta-feira (26) contra o transporte clandestino na cidade de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Os trabalhadores chegaram a fechar a Ponte da União, na entrada da cidade, por cerca de uma hora e liberaram a via após negociação com a Polícia Militar.

Os manifestantes alegam que somente no mês de janeiro pagam cerca de R$ 1 mil em impostos para estarem aptos a trabalhar com transporte de passageiros e que têm sido prejudicados por conta do alto número de motoristas clandestinos na cidade. Eles pedem que a prefeitura tome providências e fiscalizem a atividade irregular.

Manifestação na Ponte da União, na entrada da cidade de Cruzeiro do Sul, durou cerca de uma hora nesta quinta-feira (26) — Foto: Bruno Vinicius/Rede Amazônica

Manifestação na Ponte da União, na entrada da cidade de Cruzeiro do Sul, durou cerca de uma hora nesta quinta-feira (26) — Foto: Bruno Vinicius/Rede Amazônica

Mototaxista há 22 anos na cidade de Cruzeiro do Sul, José Eudes, de 47 anos, afirmou que está cada vez mais difícil manter a profissão por conta dos clandestinos que atuam sem pagar impostos, sem fiscalização e, por isso, conseguem fazer corridas a preços mais baixos. Com isso, muitos passageiros acabam optando por esses motoristas.

“Para trabalharmos como mototaxistas precisamos fazer vários procedimentos, um deles é curso. Então, não consigo entender como que Cruzeiro do Sul hoje existe o tanto de clandestinos que tem. Qualquer pessoa que tenha um veículo vai para rua trabalhar. Não acho justo a gente pagar os nossos impostos e as pessoas trabalharem irregular, sem pagar nada. Isso para mim é falta de respeito com a gente e com a população. E, acima de tudo, colocando a vida das pessoas em risco”, reclamou.

Grupo pede fiscalização de transporte clandestino — Foto: Bruno Vinicius/Rede Amazônica

Grupo pede fiscalização de transporte clandestino — Foto: Bruno Vinicius/Rede Amazônica

O capitão Silva Lima, da PM-AC, disse que foi feita negociação com os manifestantes para liberarem a pista e que uma reunião foi marcada para as 12h desta quinta com o prefeito Zequinha Lima. O g1 tentou contato com a prefeitura e aguarda reposta até última atualização desta reportagem.

“Logo que tomamos conhecimento que a ponte estava bloqueada, cessando o direito de ir e vir da população, nos deslocamos até o local para saber qual era a reivindicação dos mototaxistas. Estavam reclamando que estavam trabalhando o dia inteiro e, ao final do dia, o faturamento era muito baixo e um dos motivos era a quantidade de clandestinos que presta esse tipo de serviço. Queriam uma conversa com o gestor municipal, fizemos essa ponte com o prefeito, que de imediato aceitou e chegamos em um consenso para procurar solucionar essa situação”, afirmou o Militar.

Por G1/Ac

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Enchente do Rio Juruá já afeta quatro bairros de Cruzeiro do Sul; não há desabrigados

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A quatro centímetros da cota de transbordo, que é de 13 metros, o nível do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, segue subindo e já atinge quatro bairros da cidade. Na tarde desta terça-feira (24), o manancial marcou 12,56 metros.

Apesar da enchente, não há famílias desabrigadas ou desalojadas no município. Equipes da Defesa Civil Municipal e do Corpo de Bombeiros acompanham a situação e estão de prontidão para ajudar os moradores que precisarem sair de casa.

Os bairros alagados são:

Várzea
Miritizal
Lagoa
Cruzeirinho
Comunidade Olivença

A dona de casa Maria Vilanir mora no bairro Miritizal, que fica às margens do rio. Ela relata que todos os anos é atingida pela enchente e, agora com o nível elevado, teme que as águas entrem em sua casa novamente.

“Fico dentro d’água. Subo cama, subo tudo e fica lá. [Fico] pedindo a Deus as águas descerem porque, além de ficar sem água para beber, fica sem luz e nada”, lamentou.

“O monitoramento é constante, já tivemos algumas reuniões aqui na prefeitura e vamos trabalhar dentro do plano de contingência que tem sido montado durante todo esse período”, disse que o coordenador da Defesa Civil Municipal, José Lima.

O prefeito Zequinha Lima explicou que, caso seja necessário, as famílias desabrigadas serão levadas para um abrigo coletivo montados em escolas. “Se houver necessidade de retirar as famílias de suas casas iremos utilizar o mesmo processo que inovamos em Cruzeiro do Sul desde 2021, que é levar para abrigos coletivos”, complementou.

Por G1/Ac

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