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40% das mulheres que sofrem violência doméstica são evangélicas, diz pesquisa recente

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10 Mar de 2019 do YacoNews 

 A omissão dos líderes e pastores contribui para agravar o problema

Pesquisa recente, feita pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, aponta que ao menos 40% das mulheres que se dizem evangélicas sofrem violência doméstica. A maioria dessas mulheres não sofre esse tipo de situação por ser evangélica, mas o contrário é válido, quando se sabe que muitas delas já adentraram à religião carregando com elas esse tipo de problema, que muitas vezes é o motivo principal que a levou a se converter.

Tentar encontrar uma solução na conversão, em muitos casos, acarreta numa frustração gigante, visto que nem sempre é fácil convencer o marido a seguir a mesma fé. Dessa forma a situação permanece a mesma, embora daí para frente a vítima se sinta confortada pela ideia de que um “milagre” possa está sendo preparado e a transformação está por acontecer. Raramente acontece.

Nem sempre a fé, por si só, consegue realizar essa mudança e, ás vezes, ela acha mesmo que não, mas os líderes das congregações querem fazer-la acreditar que sim. Os pastores, na maioria, homens, sugerem orações como o principal recurso para resolver o problema.

“A violência do agressor é combatida pelo ‘poder’ da oração. As ‘fraquezas’ de  seus maridos são entendidas como “investidas do demônio”, então a denúncia de seus companheiros agressores as leva a sentir culpa por, no seu modo de entender, estarem traindo seu pastor, sua igreja e o próprio Deus. Logo o que era um dever, o da denúncia para fazer uso de seu direito de não sofrer violência, passa a ser entendido como uma fraqueza, ou falta de fé na provisão e promessa divina desconversão-transformação de seu cônjuge.” constata a pesquisa.

Diante desse quadro, a mulher se encontra mesmo sem perspectivas, tendo como opção apenas uma minguada esperança, que vai sendo reforçada pelos que poderiam ajudar-la.

O agressor, por sua vez, vai ter nesse ambiente religioso um bom refúgio, onde terá apoio e compreensão, visto que sua postura violenta não não é entendida necessariamente como partida do seu caráter, mas das ações perversas do “inimigo”, que tem como função primordial destruir a família cristã.

Oração apenas não vai ser a solução. Os pastores, por despreparo ou mesmo por não querer se envolver, despacham essas mulheres transferindo o problema para Deus, sugerindo que a vítima ore e aguarde o resultado, pois ele, Deus, vai fazer a sua obra.

Talvez o pastor despreparado não saiba que, se o conhecimento do problema chegou até ele, pode ser que já seja Deus obrando. Esperar que Deus aja apenas por “milagres” é mais que ingenuidade e despreparo, é algo ridículo. Seria mais honesto com a vítima (e até com Deus), se o líder assumisse que não possui preparo para dissuadir o agressor a não cometer mais essas coisas. Isso condiz mais com a postura de um líder que precisa dar exemplos. Porém, o fato de não se achar preparado, não significa que não possa e não deva fazer alguma coisa, como ajudar a mulher agredida na condução de uma denúncia às autoridades.

Seria uma inversão simples e justa: em vez da mulher orar e aguardar Deus fazer sua obra, e enquanto isso seguir sendo agredida, transfira para o agressor essa condição. E ele que ore e espere Deus obrar e tirá-lo da cadeia.


pensarcontemporaneo.com

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WhatsApp se aproxima do Telegram com ‘supergrupos’ de até 5 mil pessoas; compare os apps

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O WhatsApp começou a permitir no Brasil o envio de mensagens para até 5 mil pessoas de uma vez. O recurso chamado de Comunidades cria algo como “supergrupos” e aumenta a escala do alcance de conversas no aplicativo.

A mudança faz o aplicativo ficar um pouco mais parecido com seu maior concorrente, o Telegram, que tem um limite ainda maior para grupos: 200 mil pessoas – confira abaixo um comparativo entre os aplicativos.

Com a novidade, grupos do WhatsApp com interesses em comum podem ficar dentro de um mesmo guarda-chuva. É possível criar uma comunidade com vários grupos de uma escola, uma congregação religiosa, um condomínio ou uma empresa, por exemplo.

O recurso demorou mais para chegar ao Brasil por conta de um acordo do WhatsApp com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para não implementar nenhuma mudança significativa antes das eleições. O adiamento foi feito para evitar aumentar o alcance da desinformação.

Onde WhatsApp e Telegram se aproximam:

  • grupos com milhares de pessoas: no WhatsApp, grupos podem ter até 256 participantes, mas o Comunidades permite unir até 50 grupos, abrigando até 5 mil pessoas no mesmo espaço. No Telegram, é possível criar grupos com até 200 mil pessoas e canais, em que administradores são os únicos que enviam mensagens e o número de participantes é ilimitado;
  • enviar mensagens com o celular offline: é possível rodar as versões web e desktop do Telegram e do WhatsApp mesmo que o smartphone esteja sem conexão com a internet;
  • esconder que você está online: o recurso chegou ao WhatsApp em agosto de 2022 e já existia no Telegram há mais tempo.

O que o WhatsApp tem e o Telegram não:

  • status/stories;
  • criptografia de ponta a ponta por padrão: o WhatsApp não pode ler mensagens nem ouvir chamadas porque a chave da criptografia está no aparelho dos usuários. No Telegram, as conversas não são criptografadas por padrão, sendo necessário ativar a proteção em cada conversas por meio dos “chats secretos”;
  • exigência de mostrar número de telefone: para enviar e receber mensagens, é preciso exibir o número do celular. No Telegram, o dado é usado para criar a conta, mas, depois, pode ficar oculto;
  • recursos adicionais para contas comerciais (incluindo pagamentos);
  • código-fonte fechado: o código do app do Telegram é aberto, mas o do servidor do serviço é fechado.

O que o Telegram tem e o WhatsApp não:

  • chamadas de voz para até 200 mil pessoas (mesmo limite dos grupos). No WhatsApp, as chamadas podem ter até 32 pessoas;
  • usar até três contas no mesmo celular: o WhatsApp só permite manter uma conta por vez no mesmo aparelho. Há aplicativos de terceiros que permitem usar uma segunda conta, algo que também está disponível em celulares de fabricantes como Xiaomi e Samsung;
  • agendamento de envio de mensagens;
  • busca de pessoas que estão em locais próximos;
  • chats personalizados com enquetes, quiz e jogos, por meio da instalação de “bots”. Esses robôs podem fazer funções diferentes, como transcrever mensagens de áudio ou deixar uma música de fundo em uma chamada de voz, por exemplo.
Por G1

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Menino de 12 anos e égua são atingidos por raio enquanto cavalgavam

Animal morreu e menino chegou a desmaiar, segundo o pai. Professores levantaram hipóteses do que pode ter salvado o menino, e a principal teoria é a “Tensão de Passo”.

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Depois de ser atingido por um raio, o estudante Edison Júlio, de 12 anos, sobreviveu e a égua em que ele cavalgava morreu em Montes Claros de Goiás, no oeste do estado. Ao g1, dois físicos levantaram hipóteses do que pode ter salvado o menino, e a principal teoria é a “Tensão de Passo”, que, neste caso, pode indicar que o animal recebeu um choque maior, pelo fato de ter quatro patas, ou seja, quatro pontos diferentes que atraíram a corrente elétrica.

“O menino está sobre o animal e a passagem de corrente da descarga atmosférica sobre ele é muito rápida. O animal sofre mais porque ele vai descarregar [a corrente] em quatro pontos diferentes, nas quatro patas. E isso vai provar a “Tensão de Passo”. Cada ponto desses [as patas] vai ter um potencial elétrico diferente, de acordo com a resistividade do solo”, explicou o professor de física Ítalo Vector.

O acidente aconteceu no dia 20 deste mês e, segundo Flávio Júlio, pai do menino, o filho chegou a desmaiar e teve queimaduras no corpo. O doutor em física e professor da Universidade Federal de Goiás Giovanni Piacente reforçou que a “Tensão de Passo” é uma das hipóteses para o acidente e disse que Edison pode ter sido atingido indiretamente pelo raio.

“Dá para dizer que ele não foi atingido diretamente pelo raio, o raio caiu no chão e o energizou. A corrente passou mais pela égua e o menino foi atingido indiretamente. Para precisar a teoria, tínhamos que ter detalhes do local onde eles estavam e se estavam perto de um ponto mais alto, por exemplo,”, afirmou Giovanni.

 

Por Macanjuba Acontece

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Em Tarauacá ciclista são alvos de Blitz da polícia militar

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Tarauacá é uma das cidades do Acre com maior quantidade de bicicletas nas ruas. Nesta quinta- feira, 26, em uma blitz da Polícia Militar, nem elas escapam da fiscalização. Os veículos foram parados pelos policiais, bem como as motocicletas e carros.

O comandante da Polícia Militar de Tarauacá, tenente Coronel Jamisson Neri, diz que no município há muito mais bicicletas do que carros e motos, por isso a fiscalização é necessária.

“Tarauacá tem uma singularidade no trânsito que não há em outro município acreano: o número elevado de bicicletas que transitam pelas ruas. Devido a isso, o trânsito se torna perigoso e buscando reorganizar o trânsito, estamos realizando blitz nas ruas que inicialmente tem caráter educativo e pedagógico.

Em relação aos veículos motorizados verificamos a documentação. Quanto as bicicletas, foi feita orientação quanto aos deslocamento pelas via pública, quanto a respeitar semáforo, porque os ciclistas aqui não respeitam”, citou o comandante. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro – CTB, a bicicleta é um veículo (de propulsão humana) e o ciclista, por este motivo, quando está pedalando, deve respeitar todas as regras de trânsito, como semáforos, sinalização e circulação na mão correta de direção.

Por ac24horas

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