
Era “Fake News” a informação de que, na manhã desta segunda-feira 15/06, em Sena Madureira, uma enfermeira havia sido sequestrada para um local de mata do quilômetro 25 da BR-264 e baleada numa das pernas pelo ex-marido. A tal enfermeira não existe e tudo não passou de fantasia de uma mulher aparentemente com problemas mentais, a qual acabou presa por falsa denunciação de crime.
A informação foi dada em Sena Madureira, com exclusividade ao Amazônia Agora, pelo tenente PM Fábio Diniz, chefe do serviço de inteligência da Polícia Militar no município. Segundo ele, a Polícia Militar de fato foi mobilizada a partir da denúncia do sequestro para o número 190. A tal enfermeira sequestrada atenderia pelo nome de Camila.
Imediatamente, a Polícia Militar chegou à conclusão de que uma enfermeira com o nome de Camila que não existe – pelo menos em Sena Madureira. No ato seguinte, a polícia chegou o endereço de onde partira a denúncia. “Quando lá chegamos, encontramos um telefone celular, que estava desligado. Quando o ligamos, percebemos que a denúncia do sequestro havia partido daquele aparelho, que no caso teria que estar com a suposta vítima no local em que teria se registrado o sequestro seguido de tentativa de homicídio”, disse o tenente.
A mulher que fizera a falsa denúncia, cujo nome a polícia está preservando, mora no bairro Cafezal, na Rua Siqueira Campos, em Sena Madureira. Caiu em contradição assim que começou a falar com os policiais.
Constatada a fragilidade da denúncia, a PM desmobilizou o policiamento que havia montado no quilômetro 25 da BR-364, local onde teria havia havido a tentativa de homicídio após o alegado sequestro, e concentrou-se no interrogatório da mulher. Após algumas perguntas, ficou constatado que a mulher tinha intenção de prejudicar uma pessoa de nome Camila, que teria, segundo ela, lhe tomado o marido e que tudo não passou de um trote e brincadeira de mau gosto. A autora da falsa denúncia segue presa e será submetida a exames porque dar sinais de que tem desequilíbrio mental.
Tião Maia, Amazônia Agora


