20 de junho de 2026

Policial penal é ameaçado de morte em carta achada em presídio de Rio Branco

Policial penal é ameaçado de morte em carta achada em presídio de Rio Branco

Um policial pediu proteção e afastamento das funções, após ter sofrido ameaça de morte no Complexo Penitenciário de Rio Branco. Carta foi encontrada no pavilhão ‘A’, no último final de semana.

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“Foi encontrada uma carta dentro do pavilhão e nessa carta, teria que matar um policial penal. Ele está pedindo proteção e que afaste ele para sair do foco”, disse o presidente da Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen), Eden Azevedo.

O representante da categoria disse que o policial prefere não divulgar a carta por temer pela segurança da família e que os familiares não têm conhecimento ainda das ameaças.

O presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), Arlenilson Cunha, disse que o caso já está sendo investigado.

“Foi encaminhado à inteligência do Iapen que já está trabalhando a fim de identificar a questão da ameaça. A direção da unidade também já está adotando as providências”, disse.

Afastamento

O presidente da Asspen afirmou que já foi feito um pedido formal de afastamento do policial.

“Encaminhei um ofício hoje, terça-feira (8), para o Iapen para que o instituto tome essas providências em relação a vida dele”, contou.

Azevedo disse que na carta que determina a morte do agente penitenciário, a alegação é que ele estaria “dificultando” a vida dos presos.

“A carta dizia que era pra matar esse policial porque ele já tinha impedido várias fugas e estava atrapalhando a vida dos ‘irmãozinhos’, esse tipo de coisa”, contou.

 

Sobre o acompanhamento ao policial, Arlenilson Cunha disse que vai receber o profissional e analisar qual acompanhamento será dado a ele.

“Nós vamos receber ele para ver qual o melhor encaminhamento, se há a real necessidade de afastá-lo. Vamos dar o suporte a ele necessário. Vamos trabalhar para isso, ouvi-lo e ver qual melhor alternativa, mas será dado o devido acompanhamento”, concluiu.

Por Alcinete Gadelha, G1 AC