20 de junho de 2026

Três suspeitos presos por ocultação de provas após morte em rope jump; câmera da vítima segue desaparecida

Três integrantes da equipe responsável pelo rope jump foram presos por suspeita de ocultação de provas.

Três suspeitos presos por ocultação de provas após morte em rope jump; câmera da vítima segue desaparecida
Foto: Reprodução

A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ganhou um novo desdobramento neste sábado (20). A Polícia Civil informou que três novos integrantes da equipe responsável pela atividade foram presos por suspeita de ocultação de provas relacionadas ao caso.

Segundo a delegada Andréa Levy, responsável pelas investigações, os suspeitos teriam ligação direta com a organização e execução do salto de rope jump realizado em Limeira (SP), onde a jovem morreu após ser lançada da ponte sem estar conectada às cordas de segurança.

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“No curso das apurações, foram reunidos elementos que indicam possível supressão de provas relevantes para a investigação, especialmente relacionadas ao desaparecimento do equipamento de captação de imagens utilizado pela vítima durante o salto”, afirmou a delegada Andréa Levy, em nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Polícia procura câmera desaparecida

Um dos principais focos da investigação é a localização da câmera 360 graus utilizada por Maria Eduarda para gravar o próprio salto.

De acordo com a polícia, o equipamento ainda não foi encontrado e pode ajudar a esclarecer exatamente o que aconteceu nos instantes que antecederam a tragédia.

“A câmera é considerada importante para a reconstrução do ocorrido”, destacou Kleber Altale, diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 9 (Deinter 9).

Além disso, os investigadores apontam indícios de que conteúdos digitais potencialmente importantes para o caso teriam sido apagados após o acidente.

Quem são os presos

Entre os novos detidos está Evelyne dos Santos Gonçalves, de 29 anos, apontada como responsável pela empresa informal “Entrecordas”, que promovia os saltos.

Também foram presos dois homens, de 25 e 27 anos, localizados nas cidades de Limeira e Indaiatuba.

As prisões temporárias foram autorizadas pela Justiça juntamente com mandados de busca e apreensão para recolhimento de celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para a investigação.

Defesa nega participação direta

A defesa dos dois homens presos afirmou que eles não participaram diretamente da execução do salto.

“Eles não tiveram função típica ou ativa no salto. Eles só participaram no momento em que terminava aquele salto”, declarou o advogado Vitor Aurélio.

O defensor também afirmou que seus clientes ajudaram no socorro após o acidente e colaboraram com as autoridades.

“Ele viu a câmera, inclusive, é de interesse dele que apareça a câmera aqui, porque ele prestou socorro e participou de nada”, acrescentou o advogado.

Outros investigados continuam presos

No dia da tragédia, ocorrida em 13 de junho, outros três instrutores responsáveis pelo salto foram presos pela Polícia Civil.

Eles foram autuados por homicídio com dolo eventual após, segundo as investigações, permitirem a realização da atividade sem que a vítima estivesse conectada ao sistema de segurança.

A Justiça já negou os pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa dos três investigados, que permanecem presos enquanto o caso segue sendo apurado.