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Após show contratado por garimpeiros em terra Yanomami, Wanderley Andrade entrega equipamentos em retratação

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Por Carlos Madeiro

Durante a pandemia de covid-19, houve intensificação de procedimentos para tentar garantir a proteção dos indígenas das invasões. No início de 2021, os procuradores da República investigaram a realização de show musical promovido pelo garimpo na Terra Yanomami.

A apresentação do cantor Wanderley Andrade ocorreu em 27 de dezembro de 2020, em meio à fase crítica de disseminação do coronavírus, em uma localidade conhecida como Prainha, em Alto Alegre.

Após acordo entre MPF, artista e representantes do povo indígena, Wanderley Andrade gravou um vídeo pedindo desculpas, alegou não ter ciência da invasão e ainda doou ferramentas e equipamentos de trabalho para as comunidades afetadas.

Além de fome, desnutrição e morte, a invasão da Terra Yanomami por garimpeiros ilegais ao longo dos últimos anos provocou ocupação e fechamento de postos de saúde e um caso suspeito de estupro, entre outros crimes.

O MPF (Ministério Público Federal) em Roraima lista 13 visitas, nove ações e quatro recomendações em suas investigação de casos de violência e proteção dos povos entre 2021 e 2022.

Segundo relatório do povo yanomami, somente de 2018 a 2021 a área de garimpo na Terra Indígena cresceu de forma avassaladora, saltando de 1.200 para 3.272 hectares.

Um dos casos de maior repercussão ocorreu em abril de 2022, quando uma menina de 12 anos da comunidade Aracaçá teria sido estuprada e morta por garimpeiros. Após o crime, o corpo dela foi jogado no rio.

O MPF e outros órgãos realizaram diligência ao local, mas não encontraram vestígios do crime. A área onde o estupro teria ocorrido foi queimada —um ritual tradicional para casos de morte violenta de um integrante do povo.

Também foram listados ataques a postos de saúde. Em dezembro do ano passado, a Hutukara Associação Yanomami denunciou o mais grave deles: garimpeiros queimaram uma unidade de atendimento na região do Homoxi, onde vivem 700 indígenas.

A ação seria uma retaliação à Operação Guardiões do Bioma, realizada pela PF (Polícia Federal) e Ibama em 5 de dezembro.

Outras comunidades também tiveram o serviço de saúde interrompido. Segundo o Condisi (Conselho Distrital de Saúde Indígena), 5 dos 78 postos de saúde do terrítório ficam em áreas invadidas e tomadas pelo garimpo ilegal e estão fechados —o que deixou muitas comunidades totalmente desassitidas.

Garimpo ao lado da comunidade Homoxi eleva tensão no local - Condisi Yanomami - Condisi Yanomami

Para Júnior Yanomami, presidente do Condisi, denúncias de casos mais graves até geraram respostas das autoridades —mas ações para expulsar os garimpeiros nunca ocorreram.

“Vinham sempre para uma visita após um caso de repercussão, apagavam o fogo daquele momento como se fosse bombeiro, mas deixavam os grandes incêndios. Assim fomos tendo a terra cada vez mais invadida.”

Ontem, a Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF divulgou nota em que afirma que “a grave situação de saúde e segurança alimentar sofrida pelos povos yanomami resulta da omissão do Estado brasileiro em assegurar a proteção de suas terras”. O texto diz que “as providências adotadas pelo governo federal foram limitadas”.

Segundo o Ministério dos Povos Indígenas, 570 crianças yanomami morreram por contaminação por mercúrio, desnutrição e fome, “devido ao impacto das atividades de garimpo ilegal na região”. O Ministério da Saúde decretou estado de emergência para combater a falta de assistência sanitária. A Polícia Federal vai apurar crimes de genocídio e ambiental.

 

Do UOL

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WhatsApp se aproxima do Telegram com ‘supergrupos’ de até 5 mil pessoas; compare os apps

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O WhatsApp começou a permitir no Brasil o envio de mensagens para até 5 mil pessoas de uma vez. O recurso chamado de Comunidades cria algo como “supergrupos” e aumenta a escala do alcance de conversas no aplicativo.

A mudança faz o aplicativo ficar um pouco mais parecido com seu maior concorrente, o Telegram, que tem um limite ainda maior para grupos: 200 mil pessoas – confira abaixo um comparativo entre os aplicativos.

Com a novidade, grupos do WhatsApp com interesses em comum podem ficar dentro de um mesmo guarda-chuva. É possível criar uma comunidade com vários grupos de uma escola, uma congregação religiosa, um condomínio ou uma empresa, por exemplo.

O recurso demorou mais para chegar ao Brasil por conta de um acordo do WhatsApp com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para não implementar nenhuma mudança significativa antes das eleições. O adiamento foi feito para evitar aumentar o alcance da desinformação.

Onde WhatsApp e Telegram se aproximam:

  • grupos com milhares de pessoas: no WhatsApp, grupos podem ter até 256 participantes, mas o Comunidades permite unir até 50 grupos, abrigando até 5 mil pessoas no mesmo espaço. No Telegram, é possível criar grupos com até 200 mil pessoas e canais, em que administradores são os únicos que enviam mensagens e o número de participantes é ilimitado;
  • enviar mensagens com o celular offline: é possível rodar as versões web e desktop do Telegram e do WhatsApp mesmo que o smartphone esteja sem conexão com a internet;
  • esconder que você está online: o recurso chegou ao WhatsApp em agosto de 2022 e já existia no Telegram há mais tempo.

O que o WhatsApp tem e o Telegram não:

  • status/stories;
  • criptografia de ponta a ponta por padrão: o WhatsApp não pode ler mensagens nem ouvir chamadas porque a chave da criptografia está no aparelho dos usuários. No Telegram, as conversas não são criptografadas por padrão, sendo necessário ativar a proteção em cada conversas por meio dos “chats secretos”;
  • exigência de mostrar número de telefone: para enviar e receber mensagens, é preciso exibir o número do celular. No Telegram, o dado é usado para criar a conta, mas, depois, pode ficar oculto;
  • recursos adicionais para contas comerciais (incluindo pagamentos);
  • código-fonte fechado: o código do app do Telegram é aberto, mas o do servidor do serviço é fechado.

O que o Telegram tem e o WhatsApp não:

  • chamadas de voz para até 200 mil pessoas (mesmo limite dos grupos). No WhatsApp, as chamadas podem ter até 32 pessoas;
  • usar até três contas no mesmo celular: o WhatsApp só permite manter uma conta por vez no mesmo aparelho. Há aplicativos de terceiros que permitem usar uma segunda conta, algo que também está disponível em celulares de fabricantes como Xiaomi e Samsung;
  • agendamento de envio de mensagens;
  • busca de pessoas que estão em locais próximos;
  • chats personalizados com enquetes, quiz e jogos, por meio da instalação de “bots”. Esses robôs podem fazer funções diferentes, como transcrever mensagens de áudio ou deixar uma música de fundo em uma chamada de voz, por exemplo.
Por G1

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Menino de 12 anos e égua são atingidos por raio enquanto cavalgavam

Animal morreu e menino chegou a desmaiar, segundo o pai. Professores levantaram hipóteses do que pode ter salvado o menino, e a principal teoria é a “Tensão de Passo”.

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Depois de ser atingido por um raio, o estudante Edison Júlio, de 12 anos, sobreviveu e a égua em que ele cavalgava morreu em Montes Claros de Goiás, no oeste do estado. Ao g1, dois físicos levantaram hipóteses do que pode ter salvado o menino, e a principal teoria é a “Tensão de Passo”, que, neste caso, pode indicar que o animal recebeu um choque maior, pelo fato de ter quatro patas, ou seja, quatro pontos diferentes que atraíram a corrente elétrica.

“O menino está sobre o animal e a passagem de corrente da descarga atmosférica sobre ele é muito rápida. O animal sofre mais porque ele vai descarregar [a corrente] em quatro pontos diferentes, nas quatro patas. E isso vai provar a “Tensão de Passo”. Cada ponto desses [as patas] vai ter um potencial elétrico diferente, de acordo com a resistividade do solo”, explicou o professor de física Ítalo Vector.

O acidente aconteceu no dia 20 deste mês e, segundo Flávio Júlio, pai do menino, o filho chegou a desmaiar e teve queimaduras no corpo. O doutor em física e professor da Universidade Federal de Goiás Giovanni Piacente reforçou que a “Tensão de Passo” é uma das hipóteses para o acidente e disse que Edison pode ter sido atingido indiretamente pelo raio.

“Dá para dizer que ele não foi atingido diretamente pelo raio, o raio caiu no chão e o energizou. A corrente passou mais pela égua e o menino foi atingido indiretamente. Para precisar a teoria, tínhamos que ter detalhes do local onde eles estavam e se estavam perto de um ponto mais alto, por exemplo,”, afirmou Giovanni.

 

Por Macanjuba Acontece

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Em Tarauacá ciclista são alvos de Blitz da polícia militar

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Tarauacá é uma das cidades do Acre com maior quantidade de bicicletas nas ruas. Nesta quinta- feira, 26, em uma blitz da Polícia Militar, nem elas escapam da fiscalização. Os veículos foram parados pelos policiais, bem como as motocicletas e carros.

O comandante da Polícia Militar de Tarauacá, tenente Coronel Jamisson Neri, diz que no município há muito mais bicicletas do que carros e motos, por isso a fiscalização é necessária.

“Tarauacá tem uma singularidade no trânsito que não há em outro município acreano: o número elevado de bicicletas que transitam pelas ruas. Devido a isso, o trânsito se torna perigoso e buscando reorganizar o trânsito, estamos realizando blitz nas ruas que inicialmente tem caráter educativo e pedagógico.

Em relação aos veículos motorizados verificamos a documentação. Quanto as bicicletas, foi feita orientação quanto aos deslocamento pelas via pública, quanto a respeitar semáforo, porque os ciclistas aqui não respeitam”, citou o comandante. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro – CTB, a bicicleta é um veículo (de propulsão humana) e o ciclista, por este motivo, quando está pedalando, deve respeitar todas as regras de trânsito, como semáforos, sinalização e circulação na mão correta de direção.

Por ac24horas

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