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VÍDEO: iceberg gigante do tamanho da cidade de SP se desprende da Antártica

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Um iceberg com tamanho equivalente à área da cidade de São Paulo se desprendeu no domingo de uma plataforma de gelo próxima a uma estação científica do Reino Unido na Antártica, anunciou um grupo de cientistas na segunda-feira (23).

Apesar de a região estar ameaçada pelo aquecimento global, o desprendimento não está relacionada à mudança climática, afirma o British Antarctic Survey (BAS), um órgão que estuda as regiões polares.

O bloco de gelo, de 1.550 km² (a cidade de SP tem cerca de 1.520 km²), se desprendeu da camada flutuante entre 16h e 17h de domingo, no horário de Brasília, depois que a maré forte na região aumentou a fenda que já existia na plataforma de gelo, informou o BAS.

Há dois anos, outro iceberg de tamanho similar já havia se desprendido nessa mesma região, batizada de plataforma de gelo Brunt, onde está localizada a base científica britânica Halley VI.

As grandes fissuras nas plataformas de gelo vêm aumentando na última década, segundo os glaciologistas.

Em 2016, o BAS decidiu mover a base Halley VI para outro lugar, a cerca de 20 quilômetros de distância, por temer que a estação ficasse à deriva sobre um iceberg.

“Este desprendimento era esperado e é parte do comportamento natural da plataforma de gelo Brunt. Não está vinculado à mudança climática”, explicou o glaciologista Dominic Hodgson, citado em uma nota.
O continente, no entanto, sofre as consequências do aquecimento global. No ano passado, foram registradas temperaturas recorde na região.

Em fevereiro de 2022, a extensão de gelo nessa parte alcançou o mínimo já registrado em 44 anos de observações de satélite, indicou recentemente o relatório anual do programa europeu sobre mudança climática Copernicus.

Em 2021, o derretimento de um iceberg, 4.000 km ao norte do lugar de onde se desprendeu, em 2017, liberou mais de 150 bilhões de toneladas de água doce misturada com nutrientes, o que preocupou os cientistas por seu impacto em um ecossistema frágil.

 

Por G1

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O temor de escalada de violência entre Israel e palestinos após ataque a campo de refugiados

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Foi o ataque israelense com maior número de mortos ao campo de refugiados de Jenin em quase duas décadas. Nove palestinos foram mortos nesta quinta-feira (26/1), quando tropas cercaram edifícios em meio a uma tempestade de tiros, granadas e gás lacrimogêneo no lotado acampamento urbano.

Autoridades palestinas dizem que dois dos mortos eram civis, incluindo uma mulher de 61 anos.

O exército israelense diz que suas tropas estavam no acampamento para prender militantes da Jihad Islâmica que estariam planejando “grandes ataques”.

Existe um fundo histórico nessa ação no acampamento. Eu estive em Jenin várias vezes no ano passado, à medida que os ataques militares de Israel aumentavam, provocando tiroteios cada vez mais violentos com uma nova geração de palestinos armados.

Todos com quem eu falei no acampamento comparam suas experiências com abril de 2002, que foi o auge da segunda intifada ou levante palestino.

Naquela época, Israel lançou uma incursão em grande escala — conhecida como Batalha de Jenin — na qual pelo menos 52 militantes e civis palestinos e 23 soldados israelenses foram mortos. Depois veio uma campanha de atentados suicidas palestinos em Israel, muitos deles envolvendo pessoas da cidade.

Grande parte do campo de Jenin foi destruída em 2002. A escala da destruição e as histórias dos palestinos tentando conter forças israelenses fazem parte da memória coletiva da população. Esse é o contexto histórico da mais recente onda de violência.

Na primavera passada, Israel lançou a operação “Quebre a Onda”, em meio a uma onda de ataques palestinos com armas e facas contra israelenses — a mais mortal em anos.

Alguns ataques foram realizados por cidadãos palestinos de Israel que apoiam o chamado grupo Estado Islâmico. Mas vários eram atiradores palestinos de Jenin, incluindo Ra’ad Hazem, que matou a tiros três israelenses em um bar em Tel Aviv e em seguida foi morto pelas forças de segurança.

Isso colocou Jenin de volta ao foco. Os ataques israelenses de busca, prisão e demolição de casas na cidade e nas proximidades de Nablus tornaram-se quase que diárias.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram que estavam tentando evitar novos ataques e que dispararam contra atiradores palestinos que visavam suas tropas.

Mas o número de mortos na Cisjordânia foi muito maior do que apenas isso. Militantes armados formavam grande parte dos mais de 150 palestinos mortos na Cisjordânia ocupada no ano passado, mas muitos dos mortos a tiros não portavam armas. Alguns estavam em grupos atirando pedras ou coquetéis molotov contra os jipes, ou eram apenas transeuntes.

Algumas mortes ocorreram durante protestos ou confrontos contra a expansão para suas cidades e aldeias por colonos israelenses que estabeleceram postos considerados ilegais.

Israel foi repetidamente acusado pelas Nações Unidas e grupos de direitos humanos de uso excessivo da força, uma alegação que o país sempre negou.

Mas outros fatores fazem muitos temerem um novo colapso da segurança na Cisjordânia.

A Autoridade Palestina (AP), que tem poderes de governança limitados nas cidades palestinas, parece estar perdendo o controle de Jenin e Nablus.

A AP é importante — um legado do processo de paz de Oslo na década de 1990 — mas atualmente sua liderança envelhecida está totalmente fora de contato com o sentimento das pessoas nas ruas palestinas e é vista por muitos como pouco mais do que uma empresa de segurança que ajuda Israel na ocupação.

A Autoridade Palestina é presidida pelo partido Fatah, de Mahmoud Abbas — rivais ferrenhos dos militantes islâmicos palestinos Hamas.

A AP “coordena” a segurança com Israel — o que significa que ela compartilha informações sobre alguns militantes e suas forças de segurança se afastam quando Israel realiza operações.

O presidente Abbas agora diz que a coordenação de segurança “acabará” devido ao ataque de Jenin — embora essa ameaça já tenha sido feita antes.

No final de 2021, as forças de segurança da Autoridade Palestina não eram bem-vindas no campo de refugiados de Jenin e na Cidade Velha de Nablus. A AP estava perdendo o controle. Este foi um longo processo, mas foi acelerado por vários momentos naquele ano.

Um deles foi o resultado da guerra de maio entre Israel e o Hamas em Gaza — que aumentou o descontentamento com a Autoridade Palestina.

Outra foi a admiração popular por seis prisioneiros que fugiram de uma prisão israelense — antes de serem pegos quinze dias depois. Todos os prisioneiros militantes eram de Jenin. Alguns ficaram famosos na incursão de 2002.

Uma nova geração de militantes em Jenin e Nablus rejeita a AP, mas militantes do Hamas e da Jihad Islâmica estão presos. Esses militantes se armaram com algum tipo de ligação com os grupos estabelecidos, mas aparentemente não respondiam às suas hierarquias.

Eles se autodenominaram Batalhão Jenin e, em Nablus, Cova do Leão, inclusive com canais no TikTok e no Telegram.

Eles conseguiram armas de fabricação americana contrabandeadas da Jordânia ou roubadas e vendidas de bases IDF. Muitos eram jovens demais para se lembrar da destruição de 2002, mas tinham idade suficiente para se inspirar nas histórias que ouviram.

O secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, viaja para Israel na segunda-feira (30/1)

O secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, viaja para Israel na segunda-feira (30/1)© Getty Images

Como disse um jornalista israelense integrado às forças especiais da IDF em Jenin: “Isto é diferente. São pessoas que estão dispostas a lutar e a morrer.”

Dos residentes no campo de refugiados de Jenin, eu ouvi relatos sobre a realidade deprimente no local: durante o dia, perspectivas de trabalho cada vez menores, restrições de uma ocupação militar e nenhuma fé em um futuro político; e, à noite, a perspectiva de mais ataques militares israelenses.

O exército israelense diz que conseguiu impedir ataques a civis e militares. O presidente do país disse que um “esquadrão terrorista” da Jihad Islâmica estava planejando realizar um ataque em Israel. Mas muitos temem uma onda de violência ainda maior.

O secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, viaja para Israel na segunda-feira (30/1), com o país enfrentando protestos em massa contra o governo mais nacionalista de sua história. Blinken diz que quer “preservar” a solução de dois Estados, a antiga fórmula internacional para a paz. A realidade local e a posição política da nova coalizão israelense sugerem que ele terá muito trabalho pela frente.

 Este texto foi publicado emhttps://www.bbc.com/portuguese/internacional-64426105

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WhatsApp se aproxima do Telegram com ‘supergrupos’ de até 5 mil pessoas; compare os apps

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O WhatsApp começou a permitir no Brasil o envio de mensagens para até 5 mil pessoas de uma vez. O recurso chamado de Comunidades cria algo como “supergrupos” e aumenta a escala do alcance de conversas no aplicativo.

A mudança faz o aplicativo ficar um pouco mais parecido com seu maior concorrente, o Telegram, que tem um limite ainda maior para grupos: 200 mil pessoas – confira abaixo um comparativo entre os aplicativos.

Com a novidade, grupos do WhatsApp com interesses em comum podem ficar dentro de um mesmo guarda-chuva. É possível criar uma comunidade com vários grupos de uma escola, uma congregação religiosa, um condomínio ou uma empresa, por exemplo.

O recurso demorou mais para chegar ao Brasil por conta de um acordo do WhatsApp com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para não implementar nenhuma mudança significativa antes das eleições. O adiamento foi feito para evitar aumentar o alcance da desinformação.

Onde WhatsApp e Telegram se aproximam:

  • grupos com milhares de pessoas: no WhatsApp, grupos podem ter até 256 participantes, mas o Comunidades permite unir até 50 grupos, abrigando até 5 mil pessoas no mesmo espaço. No Telegram, é possível criar grupos com até 200 mil pessoas e canais, em que administradores são os únicos que enviam mensagens e o número de participantes é ilimitado;
  • enviar mensagens com o celular offline: é possível rodar as versões web e desktop do Telegram e do WhatsApp mesmo que o smartphone esteja sem conexão com a internet;
  • esconder que você está online: o recurso chegou ao WhatsApp em agosto de 2022 e já existia no Telegram há mais tempo.

O que o WhatsApp tem e o Telegram não:

  • status/stories;
  • criptografia de ponta a ponta por padrão: o WhatsApp não pode ler mensagens nem ouvir chamadas porque a chave da criptografia está no aparelho dos usuários. No Telegram, as conversas não são criptografadas por padrão, sendo necessário ativar a proteção em cada conversas por meio dos “chats secretos”;
  • exigência de mostrar número de telefone: para enviar e receber mensagens, é preciso exibir o número do celular. No Telegram, o dado é usado para criar a conta, mas, depois, pode ficar oculto;
  • recursos adicionais para contas comerciais (incluindo pagamentos);
  • código-fonte fechado: o código do app do Telegram é aberto, mas o do servidor do serviço é fechado.

O que o Telegram tem e o WhatsApp não:

  • chamadas de voz para até 200 mil pessoas (mesmo limite dos grupos). No WhatsApp, as chamadas podem ter até 32 pessoas;
  • usar até três contas no mesmo celular: o WhatsApp só permite manter uma conta por vez no mesmo aparelho. Há aplicativos de terceiros que permitem usar uma segunda conta, algo que também está disponível em celulares de fabricantes como Xiaomi e Samsung;
  • agendamento de envio de mensagens;
  • busca de pessoas que estão em locais próximos;
  • chats personalizados com enquetes, quiz e jogos, por meio da instalação de “bots”. Esses robôs podem fazer funções diferentes, como transcrever mensagens de áudio ou deixar uma música de fundo em uma chamada de voz, por exemplo.
Por G1

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Estados Unidos vão enviar 31 tanques Abrams para a Ucrânia

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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (25) que fornecerão 31 tanques de batalha M1 Abrams para a Ucrânia em questão de meses, uma decisão que ajudou a quebrar um impasse diplomático com a Alemanha sobre a melhor forma de ajudar Kiev na guerra contra a Rússia.

O presidente Joe Biden disse que os tanques são necessários para ajudar os ucranianos a “melhorar sua capacidade de manobrar em terreno aberto”.

Biden agradeceu à Alemanha por sua decisão de fornecer à Ucrânia tanques Leopard 2.

“A expectativa por parte da Rússia é que vamos nos separar”, disse Biden sobre os aliados dos EUA e da Europa. “Mas estamos totalmente, total e completamente unidos.”
Os Estados Unidos estavam resistentes com a ideia de enviar os tanques Abrams, que são difíceis de manter. A decisão de hoje ocorreu após a Alemanha anunciar que enviará seus tanques Leopard 2, que são mais adequados para a Ucrânia.

O presidente dos EUA ressaltou que essa decisão não é uma declaração de guerra: “Isso não é uma ameaça ofensiva à Rússia”, disse.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que qualquer remessa de Abrams seria um desperdício de dinheiro.

“Tenho certeza de que muitos especialistas entendem o absurdo dessa ideia. O plano é desastroso em termos de tecnologia”, disse. “Mas, acima de tudo, superestima o potencial que adicionará ao exército ucraniano”.

“Esses tanques queimam como todos os outros”, disse Peskov.
O chefe da administração presidencial da Ucrânia disse que esse é “dia histórico” que ajudaria a determinar o resultado da guerra.

“O principal é que este é apenas o começo. Precisamos de centenas de tanques”, disse Andriy Yermak em um post no Telegram rotulado como “Os EUA nos darão 31 Abrams”. Ele acrescentou: “É um dia histórico. Um desses dias que determinará nossa vitória futura”.

Altos funcionários do governo americano disseram que Biden conversou com o chanceler alemão, Olaf Scholz, em várias ocasiões neste mês sobre a assistência à Ucrânia. Ele conversou também com o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, e o presidente francês, Emmanuel Macron, ambos aliados próximos na ajuda à Ucrânia.

“O anúncio de hoje realmente foi um produto de boas conversas diplomáticas como parte de nossas consultas regulares e contínuas com aliados e parceiros sobre assistência de segurança à Ucrânia”, disse uma autoridade.

Logística e treinamento
Os Estados Unidos fornecerão os tanques por meio de um fundo conhecido como Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia, que permite que o governo Biden compre armas da indústria, em vez de tirá-las dos estoques de armas existentes dos EUA.

Altos funcionários do governo que informaram os repórteres sobre a decisão disseram que levará meses, não semanas, para que os Abrams sejam entregues. Eles descreveram a decisão como uma forma de prover defesa de longo prazo à Ucrânia.

Os membros das forças armadas ucranianas serão treinados para usar o Abrams em um local ainda a ser determinado. Embora seja uma arma altamente sofisticada e cara, o veículo é difícil de manter porque funciona principalmente com combustível de aviação.

O custo total de manutenção de um único tanque Abrams pode ser superior a US$ 10 milhões, incluindo os custos em treinamento e abastecimento.

Tanques M1 Abrams e outros veículos blindados são vistos em pátio ferroviário em foto de 2 de julho de 2019 — Foto: REUTERS/Leah Millis

Tanques M1 Abrams e outros veículos blindados são vistos em pátio ferroviário em foto de 2 de julho de 2019 — Foto: REUTERS/Leah Millis

Por Reuters

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