22 maio 2024

Justiça anula julgamento de acusado de ordenar a execução em Rio Branco

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Marcos da Cunha foi preso no Estado de São Paulo

Marcos da Cunha Lindoso, apontado como a principal liderança de uma facção criminosa, deve ser julgado novamente pela execução de Maycon da Silva Pereira. A decisão é da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre, que acatou uma apelação criminal do promotor Teotônio Rodrigues.

Em maio do ano passado, ‘Dragão’ como é mais conhecido, foi julgado e absolvido pelo conselho de sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditória Militar. Ele tinha sido denunciado como mandante da execução de Maykon da Silva Pereira, o ‘Maycon Louco’.

O crime, de acordo com a denúncia, aconteceu em 17 de março de 2016, na Rua Edmundo Pinto, região do Distrito Industrial, em Rio Branco. Mas, ao final da sessão, o representante do Ministério Público do Acre recorreu da sentença que absolveu Marcos Lindoso.

Maykon da Silva Pereira, o ‘Maycon Louco’, teria sido executado a mando de Marcos.

O promotor argumentou na apelação criminal, que a decisão do corpo de jurados, foi contrária as provas apresentadas na denúncia.Ao analisar o recurso, os desembargadores entenderam que a prova oral colhida indica a participação do Marcos Lindoso na prática do crime e, por unanimidade, o julgamento foi anulado.

O advogado Romano Gouvea, que atua na defesa do réu, disse que vai recorrer a Superior Tribunal de Justiça. “O Conselho de sentença é soberano, foi optada pela defesa da defesa” disse Gouvea. Marcos Cunha Lindoso foi preso em decorrência de condenações por tráfico de drogas e organização criminosa.

Considerado a principal liderança de uma organização criminosa, que atua no estado, Dragão, chegou a ser resgatado por criminosos, quando participava de uma atividade fora do presidío, no centro de Rio Branco. Mas foi recapturdo em dezembro de 2018, durante uma operação da Polícia Civil em São Paulo.

Ele andava em um caso blindado e vivia, segundo a polícia, uma vida de luxo. No ato da prisão, Lindoso portava 50 explosivos, além de documentos falsos.

Marcos andava em um caso blindado com 50 explosivos, além de documentos falsos.

Por Alto Are

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