25 maio 2024

Justiça solta mulher de Nefo, líder do PCC que arquitetou plano para matar Moro

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A juíza Gabriela Hardt, da 9° Vara Federal de Curitiba, mandou soltar Aline de Lima Paixão (foto em destaque). Segundo a Polícia Federal (PF), ela é casada com Janeferson Aparecido Mariano Gomes, o Nefo, responsável pelo setor de inteligência do Primeiro Comando da Capital (PCC) e um dos envolvidos no plano do atentado contra o senador Sergio Moro (União-PR) e o promotor de Justiça de Sã0 Paulo Lincoln Gakya.

Aline e o seu companheiro foram presos na Operação Sequaz, deflagrada pela PF nessa quarta-feira (22/3). Ao decidir pela soltura, a magistrada alegou que Aline, de 33 anos, tem três filhos pequenos. No entanto, a mulher deverá ser monitorada por tornozeleira eletrônica e não poderá manter contato com os demais investigados. A decisão é da última quinta-feira (23).

Segundo a apuração da PF, a mulher era incumbida de compilar, detalhadamente, os dados da família Moro. A partir dessas informações, a facção passou a se organizar e colocar em prática o plano de sequestro.

Códigos
A investigação da polícia contou com interceptação de e-mails, mensagens de WhatsApp e telefonemas. Em um dos diálogos, Janeferson chega a pedir a Aline que salve códigos no celular dela para “não esquecer” os detalhes do plano.

O grupo criminoso, por exemplo, deu ao senador o codinome “Tokio”. Uma troca de mensagens anexa ao documento expedido pela Justiça ainda mostra que o termo “sequestro” era substituído por “Flamengo”.

Os nomes de outros clubes de futebol eram usados pelos suspeitos para despistar as autoridades. “Fluminense” substituía a palavra “ação”. “Ponte Preta” também aparece na troca de mensagens, mas a investigação não conseguiu identificar o significado.

Outro código utilizado era “México”, como forma de substituir a referência ao estado de Mato Grosso do Sul. De acordo com a decisão, Janeferson Aparecido Mariano Gomes seria o encarregado pela organização, financiamento, planejamento e execução do sequestro de Sergio Moro.

A partir da quebra do sigilo telefônico e telemático do suspeito, a investigação constatou que “foi dele que partiu a mensagem com os códigos que permitiram descortinar o planejamento do sequestro do senador”.

“Em suas contas de e-mail, foram observados diversos arquivos descrevendo despesas para viagens, materiais, veículos, combustível, aluguéis etc., fazendo referência aos códigos “Flamengo“, “Fluminense”, “Tokio” e “México”, detalha a decisão.

via Metrópoles

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