15 de julho de 2026

ICMBio desmente deputado Pablo Bregense e o acusa de compartilhar desinformação

ICMBio desmente deputado Pablo Bregense e o acusa de compartilhar desinformação

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMbio, emitiu uma nota na tarde de hoje, 10, desmentido a acusação do deputado estadual Pablo Bregense (PSD) de que o órgão ambiental teria derrubado a casa de um seringueiro na região do Rio Caeté, em Sena Madureira.

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Ontem, 9, na tribuna da Assembleia Legislativa, Pablo Bregense afirmou que Edival Silva, seringueiro “invisível da sociedade”, saiu para trabalhar e quando voltou para sua casa viu “cenário de desrespeito de parte do ICMbio”. “O que a gente consegue do ICMbio é isso aqui. É uma barbaridade. As crianças estão traumatizadas com as autoridades daqui”, diz o vídeo do suposto seringueiro apresentado pelo deputado. “Não sou bandido, pago minhas coisas. Comprei aqui para cortar seringa”, completa Edival Silva.

Pablo Bregense acusou o órgão ambiental de agir fora do processo legal. “Essa casa não pode ficar calada”, disse, afirmando que emitirá ofício à Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Após a fala do deputado repercutir, o ICMbio lançou nota acusando o deputado Bregense de compartilhar a desinformação, e afirmou que o local que Edival Silva chama de “casa” não havia qualquer indício de que moradia, utensílios domésticos ou móveis, o que indica que o barraco servia apenas para abrigo a caçadores.

Veja a nota completa:

“É falsa a informação de que o ICMBio derrubou uma casa de seringueiro no Rio Caeté. Entre janeiro e março deste ano, durante operação na Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema, fiscais do ICMBio constataram que a estrutura era usada como abrigo para caçadores, invasores da Reserva (e não moradores). No local, foram encontrados cerca de 30kg de carne de caça salgada e diversos vestígios e utensílios para abate de animais silvestres. Além disso, o local não apresentava nenhuma condição de moradia humana, como utensílios domésticos ou móveis.

A narrativa que vem sendo compartilhada por meio de um vídeo falso é que a estrutura destruída era a residência de um seringueiro, no entanto, o vídeo foi protagonizado por um caçador – que não possuía autorização ou comprovação para residir no local.

Sendo assim, o Instituto faz um alerta sobre o compartilhamento de desinformação e orienta à população que busque informações em fontes oficiais do governo.”

POR AC24HORAS