15 de junho de 2026

Moraes encaminha à PF pedido de investigação contra presidente da CPI do MST

Moraes encaminha à PF pedido de investigação contra presidente da CPI do MST
Foto: Evaristo Sá/AFP; Câmara dos Deputados

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, encaminhou à Polícia Federal o pedido de investigação contra o deputado do Rio Grande do Sul, o tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS).

O deputado, que ocupa a posição de presidente da CPI do MST, será investigado por envolvimento nos atos extremistas contra as eleições presidenciais do final de 2022.

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“O Deputado Federal do Rio Grande do Sul, Tenente Coronel Zucco, estaria perpetrando crimes mediante patrocínio e incentivo a atos antidemocráticos, seja em território gaúcho, seja na cidade de Brasília/DF”, informou Alexandre de Moraes em petição.

As publicações feitas por Zucco em outubro e novembro de 2022, antes da posse na Câmara, também foram encaminhadas ao STF pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a pedido do MPF em razão do foro privilegiado do parlamentar.

Em nota ao R7, a assessoria do tenente-coronel se diz surpresa com a solicitação da retomada da investigação. Zucco afirma que o “sensacionalismo” de alguns veículos de informação em relação às postagens nas redes sociais no ano passado só querem “requentar a pauta já há muito tempo esclarecida”.

“Trata-se de uma tentativa de cercear o pleno exercício de minha atividade parlamentar, isso sim atitude daqueles que não possuem apreço pelo Estado Democrático de Direito”, continua.

O militar assegura estar tranquilo quanto à investigação e certo de que a PF não encontrará crime ligado a ele nos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro ou em períodos anteriores.

Ao final, Zucco diz que continuará investigando as invasões de propriedades privadas dos membros do MST, pauta vigente na CPI, e seguirá exercendo seu mandato no Congresso seguindo a Constituição Federal.

O ministro Alexandre de Moraes afirma que a suposta participação do deputado nos atos contra a democracia foi feita ao Ministério Público Federal. Os autos serão encaminhados à PF “para continuidade das investigações”.

 

Via O Cafezinho