17 maio 2024

Fortes tempestades atingem zona rural do Acre, causando destruição e desalojamento

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Fotos: Defesa Civil Municipal

Nos últimos dias, moradores da zona rural de Mâncio Lima, no interior do Acre, vivenciaram momentos de angústia e desespero devido a duas fortes tempestades que assolaram a região. Ventos com velocidades impressionantes, atingindo até 102 km por hora, causaram destruição, arrancando telhados de casas, derrubando estruturas e deixando várias famílias desabrigadas.

As equipes da Defesa Civil Municipal estão trabalhando arduamente para avaliar os estragos causados por essas tempestades. Até esta segunda-feira (11), foram contabilizadas 50 casas afetadas de alguma forma pelas chuvas. Entre oito e dez famílias estão desalojadas, buscando abrigo na casa de parentes.

Moradores cujas casas tiveram apenas o telhado danificado receberam ajuda da Defesa Civil para efetuar os reparos necessários e retornar às suas residências.

As áreas afetadas pelas tempestades incluem diversos ramais, como o Ramal Iracema, Ramal Feijão Insosso, Ramal Gerino, Ramal do Vinte, Ramal do Zé Felipe, Rama do Banho, Ramal do Batoque e Ramal do Queiroz.

Diante da magnitude dos estragos, a Prefeitura de Mâncio Lima tomou a decisão de decretar situação de emergência devido à tempestade que ocorreu no último dia 4 de setembro. O decreto destaca que os ventos intensos, que atingiram a região, corresponderam ao número 10 na escala de Beaufort, com velocidades variando entre 88 e 102,0 km/h. O desastre ocorreu por volta das 15h15 e durou aproximadamente de 15 a 20 minutos.

Alguns moradores compartilharam relatos emocionantes sobre os momentos de terror que viveram durante as tempestades. Rosilda Mendes Vieira, moradora do Ramal do Feijão Insosso, teve parte do telhado de sua casa arrancado. Ela descreveu como se trancou dentro de casa enquanto a tempestade causava estragos ao seu redor.

Outra moradora, Katrine Vieira da Silva, também do Ramal do Feijão Insosso, perdeu duas residências durante a tempestade do último dia 4. Ela ficou chocada ao encontrar pedaços de madeira e móveis a mais de 100 metros de distância de suas casas, evidenciando a força dos ventos.

A Defesa Civil Municipal está prestando assistência às famílias afetadas, levando ajuda humanitária, recolhendo entulhos e oferecendo suporte às necessidades mais urgentes. A situação é especialmente crítica para as famílias carentes da região, que necessitam de apoio para reconstruir suas vidas e residências.

Além das residências, a tempestade também causou danos à Escola Manoel Antônio Cavalcante, no Ramal Feijão Insosso, deixando cerca de 20 alunos sem aulas. A comunidade local enfrenta agora um desafio de reconstrução e recuperação após esses eventos climáticos devastadores.

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