21 fevereiro 2024

Noite chuvosa revela a presença rara de tamanduaí em Rio Branco

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Na noite chuvosa em Rio Branco, capital do Acre, a artesã Gabriela Moura, de 27 anos, teve um encontro surpreendente com um pequeno visitante misterioso em seu quarto no Bairro Areal. O intruso era um tamanduaí, a menor espécie de tamanduá do mundo, medindo cerca de 40 centímetros. Essa espécie é rara de ser avistada devido ao seu hábito de viver nas copas das árvores.

Gabriela estava ocupada cuidando de seu bebê quando o tamanduaí apareceu, movendo-se lentamente em sua direção. Ela descreveu a cena: “Ele estava dando de mamar para o meu bebê quando, de repente, ele aparece, andando bem lentamente em minha direção.”

O tamanduaí estava visivelmente molhado, indicando que estava em busca de abrigo da chuva. Gabriela e seu marido decidiram isolar o animal em um cercadinho improvisado até a chegada do Corpo de Bombeiros, pois não sabiam identificar a espécie.

Através de uma vizinha, eles puderam confirmar que se tratava de um tamanduaí. Preocupados com a segurança do animal, uma vez que moravam perto de uma avenida, eles optaram por esperar pelo resgate dos bombeiros.

Os bombeiros logo chegaram e resgataram o tamanduaí, levando-o para um local seguro. Gabriela admitiu que a vontade era de adotar o adorável animal, mas eles sabiam que isso não seria apropriado devido à sua natureza selvagem, então, ele precisava ser devolvido à natureza.

Mesmo o cachorro da família, o vira-lata Duque, observou a cena com curiosidade e não considerou o tamanduaí uma ameaça, demonstrando um comportamento tranquilo.

ANIMAL RARO

O tamanduaí é uma espécie rara e pouco estudada pela ciência, devido ao seu comportamento solitário, noturno e sua preferência por viver nas copas das árvores. Quando adultos, eles não ultrapassam os 45 centímetros de comprimento e podem pesar até 400 gramas. A coloração varia de amarelo queimado a cinza, como o exemplar encontrado na casa de Gabriela.

Eles possuem pequenos olhos pretos e um focinho mais curto em comparação com outras espécies de tamanduás. Suas duas fortes garras, uma em cada mão, servem tanto para abrir formigueiros, de onde obtêm seu alimento preferido, quanto para defesa.

Se alguém tiver a sorte de avistar um tamanduaí, a recomendação é não perturbá-lo. Em áreas urbanas, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado para garantir que o animal seja devolvido ao seu habitat natural.

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