19 de junho de 2026

Exército acolhe recomendação do MPF e cria protocolo para uso controlado de gás lacrimogêneo no Acre

Exército acolhe recomendação do MPF e cria protocolo para uso controlado de gás lacrimogêneo no Acre

O comando do 4º Batalhão de Infantaria de Selva (4º BIS) do Exército Brasileiro, em Rio Branco, capital do Acre, informou ao Ministério Público Federal (MPF) sobre o acatamento integral dos termos da recomendação do MPF para a tomada de medidas visando evitar a repetição de incidente com gás lacrimogêneo registrado durante treinamento no Batalhão em 22 de junho deste ano.

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No ofício enviado ao procurador da República Lucas Costa Almeida Dias, autor da recomendação, o tenente-coronel Elmir Xavier, comandante do Comando de Fronteira/Acre – 4º BIS, informa que acata integralmente o recomendado, reconhecendo a importância da segurança nas instruções, priorizando sempre a preservação da integridade dos militares e da população em geral.

Nesse sentido, o Exército informa que elaborou e implementou um Protocolo Institucional Preventivo e Corretivo, conforme sugerido na recomendação, estabelecendo diretrizes claras para o uso controlado de gás lacrimogêneo em ações de treinamento, levando em consideração as peculiaridades da área de atuação da organização militar, incluindo fatores como clima, temperatura, densidade populacional das adjacências e outros elementos relevantes para a segurança da operação, com o objetivo de dominar eficazmente as situações adversas.

Segundo o Comandante, o Protocolo engloba medidas técnicas e operacionais destinadas a assegurar uma resposta ágil e eficiente em situações de descontrole, incluindo a implementação de um plano de ação imediato para atendimento médico, garantindo assistência adequada às possíveis vítimas e fornecendo pronto socorro quando necessário.

Além disso, o Exército também reforça o compromisso em instruir todos os militares envolvidos na organização das instruções quanto aos procedimentos a serem seguidos em situações de emergência, com foco na segurança das pessoas afetadas e na rápida normalização da crise.

Por mpf.mp.br.