28 maio 2024

Ministério Público do Acre solicita prisão preventiva de empresário que agrediu professor

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O Ministério Público do Acre (MP-AC) requereu a prisão preventiva de Adriano Vasconcelos Correa da Silva, empresário de 47 anos, que agrediu o professor Paulo Henrique da Costa Brito, de 21 anos, resultando na perda do olho deste.

O ataque, ocorrido na terça-feira (3), foi registrado por câmeras de segurança de um bar em Brasileia. Nas imagens, o agressor, segurando um copo de vidro, agride o professor sem hesitação, mesmo na presença de uma viatura da Polícia Militar estacionada nas proximidades.

O copo de vidro que o empresário segurava se quebrou durante a agressão, causando lesões graves no olho esquerdo do professor, que precisou passar por uma cirurgia de remoção do olho.

“Após a obtenção das imagens do incidente, o MP-AC iniciou os procedimentos necessários para esclarecer os eventos e adotar as medidas cabíveis para a aplicação da lei de acordo com os fatos, visando responsabilizar o agressor”, informou o Ministério Público.

Em comunicado nesta terça-feira (10), o MP-AC explicou que considerou a “consistência das evidências quanto à autoria e a gravidade concreta do crime, que chegaram ao conhecimento do Ministério Público após o processo de flagrante.”

Caso ocorreu na noite de terça-feira (3) na cidade de Brasileia — Foto: Reprodução

O agressor foi detido em flagrante e passou por uma audiência de custódia na quarta-feira (4), sendo posteriormente liberado após o pagamento de R$ 10 mil de fiança, estipulada pelo juiz presente na audiência. O pai da vítima, Paulo Sérgio Brito, relatou que o filho recebeu alta no último domingo (8) e está em casa. No entanto, ele ainda se encontra em recuperação e sente dores. Está agendado um retorno médico para o dia 16.

“Com este pedido, esperamos que a Justiça seja feita. Ele não apenas feriu o olho do meu filho, ele mexeu com toda a família, é como se tivesse ferido todos nós”, desabafou Paulo Sérgio Brito. O MP também informou que tanto o jovem quanto a família estão sendo acompanhados pelo Centro de Atendimento à Vítima (CAV) para garantir proteção e segurança durante todo o processo.

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