3 de junho de 2026

Advogada afastada por suspeita de envolvimento com facção criminosa ocupava cargo no governo do Acre

Advogada afastada por suspeita de envolvimento com facção criminosa ocupava cargo no governo do Acre
imagem via g1 Acre

A advogada Glenda Fernanda Santos Menezes, detida em 30 de novembro sob a acusação de agir como intermediária (“pombo-correio”) para uma facção criminosa, foi oficialmente afastada de seu cargo na Agência de Negócios do Acre (Anac). O governo estadual confirmou a informação ao G1 nesta quarta-feira (6).

De acordo com o governo, Glenda estava empregada em regime CLT desde 1º de abril do ano corrente, desempenhando funções administrativas na Anac. O afastamento, conforme a nota oficial, ocorreu sem ônus. “Glenda Menezes trabalha no setor administrativo da Agência de Negócios do Acre (Anac S.A.) desde 1 de abril de 2023, contratada no regime CLT e, desde as denúncias envolvendo seu nome, foi afastada de suas funções, sem ônus, até que sejam concluídas as investigações e adotadas todas as medidas legais cabíveis”, declarou o comunicado.

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A defesa de Glenda, representada por Naíza Queiroz, afirmou não ter sido informada sobre o afastamento na Anac e destacou o apoio da diretora-presidente da agência. Queiroz considera a medida uma prática comum diante de afastamentos, ressaltando que a própria diretora-presidente da Anac elogiou a competência profissional da advogada. A defesa também salientou que Glenda conta com total respaldo de sua família, amigos e colegas de classe, evidenciando que situações isoladas não abalam sua carreira e profissionalismo construídos ao longo dos anos.

Além de Glenda, outros três advogados foram alvos de uma operação da Polícia Civil, suspeitos de intermediar a transmissão de mensagens dos líderes da organização criminosa para membros nas ruas. Dos quatro advogados presos, três estavam no Acre e um no Espírito Santo (ES). Segundo as investigações, essas ações tinham como objetivo manter a condução e organização das atividades criminosas, uma vez que os líderes cumprem pena em presídios.