16 de junho de 2026

Estiagem afeta 637 mil pessoas no Amazonas: especialista alerta para impactos sociais e ambientais

Estiagem afeta 637 mil pessoas no Amazonas: especialista alerta para impactos sociais e ambientais
Fire in a recently deforested area in Gleba Abelhas, an unprotected federal forest in Canutama, Amazonas state. Greenpeace Brazil flew over areas with deforestation and fire alerts in the Amazon between August 2nd and 4th, 2023, especially in the states of Amazonas, Rondônia, and Acre, to register and show the destruction taking place in the forest. Queimada em desmatamento recente na Gleba Abelhas, uma floresta pública não destinada federal localizada no município de Canutama, Amazonas. O Greenpeace sobrevoou áreas com alertas de desmatamento e fogo entre os dias 2 e 4 de agosto de 2023, especialmente na região entre os estados do Amazonas, Rondônia e Acre, para registrar e denunciar a destruição que segue avançando sobre a floresta.

 

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No Amazonas, a estiagem está impactando significativamente a vida de 637 mil pessoas, conforme indicado pelo último boletim divulgado pela Defesa Civil do estado nesta quinta-feira (25). Todos os 62 municípios amazonenses continuam em situação de emergência devido à seca, destacando a gravidade da situação.

André Di Francesco, advogado e mestre em economia, ressalta que nos últimos anos, a região Amazônica tem enfrentado secas extremas, com consequências devastadoras. “Isso contribui para os incêndios florestais, tornando a floresta mais suscetível a incêndios e ameaçando a biodiversidade local”, explica.

Para Francesco, a seca também tem impactos sociais e econômicos profundos. Milhões de pessoas na Amazônia dependem da floresta para subsistência, e a escassez de recursos como água e alimentos torna a vida ainda mais desafiadora para essas comunidades. Além disso, a quebra das safras agrícolas resulta em aumento dos preços dos alimentos, afetando diretamente a economia local e o acesso à alimentação básica.

O terceiro boletim de alerta hidrológico da bacia do Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), destaca o nível dos rios na região. Em Manaus, o nível atual do rio Negro é de 20,65 metros; em Rio Branco, o nível do rio Acre está em 6,8 metros; e em Porto Velho, o nível do rio Madeira registra 7,37 metros.

Diante desses desafios, é crucial que sejam implementadas medidas eficazes de gestão ambiental e apoio às comunidades afetadas para enfrentar os impactos da estiagem e garantir a sustentabilidade da região amazônica no longo prazo.

Este é um momento crítico que requer ação imediata e coordenação entre autoridades, organizações da sociedade civil e comunidades locais para mitigar os efeitos da seca e promover a resiliência dessas populações vulneráveis. A proteção da Amazônia e de seus habitantes é fundamental para o equilíbrio ambiental e social não apenas da região, mas também globalmente.

Via Brasil61.