19 junho 2024

Siamesas de SP se preparam para cirurgia de separação: “Cada uma ficará com uma perna”

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As meninas têm apenas duas pernas — Foto: Reprodução/Instagram

Liliane Cristina Da Silva, de Igaraçu do Tietê, interior de São Paulo, não planejava engravidar quando o teste de gravidez deu positivo. Mas a surpresa foi ainda maior quando ela e o marido descobriram que, na verdade, tinham dois bebês à caminho. “A notícia chegou com quase cinco meses de gestação”, lembra.

A gravidez foi tranquila e sem nenhuma intercorrência até que, na reta final, com 36 semanas, o casal recebeu a notícia de que suas gêmeas eram siamesas. “Foi um choque no momento, por ser um caso raro”, disse Liliane. Apesar do susto, o parto aconteceu sem complicações, e Kiraz e Aruna nasceram no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da UNESP, de Botucatu. “Cada uma possui os órgãos próprios, porém, compartilham o fígado e a bacia”, esclarece a mãe. Segundo ela, apesar da condição, as meninas são saudáveis, tem se desenvolvido bem e completaram seis meses.

Liliane, que tem formação na área da saúde — é técnica de enfermagem —, cuida das meninas sozinha e costuma compartilhar a rotina pelas redes sociais (@kirazaruna) com seus mais de 37 mil seguidores. É por lá, também, que o casal tem recebido ajuda através de doações. “Como elas estão bem, compartilhamos a rotina delas e, com a ajuda de várias pessoas boas, a gente tem recebido fraldas e leite”, disseram os pais.

E é através das redes sociais, que eles também tem esclarecido as dúvidas que chegam em relação às filhas. A maioria relacionada à cirurgia de separação. Segudo a mãe, as meninas fazem consultas periódicas de acompanhamento e, quando completarem oito meses, colocarão expansores de pele para fechar as aberturas deixadas pela cirurgia de separação, que é considerada de grande porte. “Então, com aproximadamente 1 ano de idade, será feita a cirurgia de separação. Porém, as vacinas precisam estar em dia por questão de imunidade”, explicou.

As gêmeas estão unidas pelo tórax, abdômen, bacia, genitália e possuem três pernas. No entanto, cada uma ficará com uma perna após a separação. “Na realidade são três, mas após a cirurgia, cada criança ficará com uma perna, pois os ossos da terceira serão usados na reconstrução da bacia”, explicou a mãe.

Enquanto isso, o desenvolvimento das irmãs tem sido excelente, disse o casal. “A cada dia, ficamos mais encantados por elas. Por mais que estejam unidas, são meninas especiais para nós. Alegria e diversão”, finalizaram.

Por Crescer

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