3 de junho de 2026

Acre registra mais de mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes desde 2022

Acre registra mais de mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes desde 2022
Foto: SSP/SE
Foto: SSP/SE

O Acre registrou mais de mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes entre 2022 e abril deste ano. Os dados foram apresentados pela Polícia Civil durante o Seminário Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, realizado na última terça-feira (4). No evento, também foi apresentado o plano estadual de combate à violência com novas diretrizes.

Segundo o Departamento de Inteligência da Polícia Civil, em 2022 foram registrados 496 boletins de ocorrência de violência sexual contra crianças e adolescentes. Em 2023, houve uma leve redução para 487 casos. De janeiro a abril deste ano, já foram contabilizados cerca de 116 boletins de ocorrência. No total, 1.099 casos foram registrados.

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Juliana de Angelis, delegada representante de políticas públicas da Polícia Civil, afirmou que o número de casos é elevado e pode estar subnotificado, indicando que a realidade pode ser ainda mais grave.

“Existem muitas crianças que ainda são vítimas e não têm sua denúncia feita, não têm o registro realizado. Então, este seminário é de suma importância para fortalecer a rede de apoio. A Polícia Civil é uma instituição, é um membro, nós somos a porta de entrada, mas há toda uma rede de apoio, várias instituições e órgãos atuantes para que esse enfrentamento seja de maior celeridade e eficácia, para que possamos minimizar os números no nosso estado”, afirmou.

A delegada também destacou a importância das denúncias e do apoio às vítimas. “Muita gente tem medo, então, por esse motivo, nós temos o Disque 100, que é um canal anônimo. A pessoa pode fazer a ligação anonimamente, e essa denúncia chega à delegacia de polícia, que instaura um procedimento para a investigação dos crimes. Ao final, constatando que o agressor praticou o crime, ele é condenado. Nessas delegacias, temos uma estrutura diferenciada, com um corpo técnico composto por psicólogos e assistentes sociais, além de policiais civis, para já dar esse acolhimento, tanto no aspecto criminal quanto no psico-social”, explicou Angelis.

Formas de Denunciar Casos de Violência Infanto-Juvenil:

  • Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato.
  • Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes.
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres.
  • Qualquer delegacia de polícia.
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa.