16 junho 2024

Mulher esfaqueada pelo companheiro cuidava da mãe doente momentos antes do crime no Acre, diz parente

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Maria das Graças foi assassinada a facadas neste domingo (6) em Feijó — Foto: Arquivo pessoal

Maria das Graças Carneiro Araújo, de 57 anos, estava cuidando de sua mãe doente quando recebeu uma mensagem de Deleon Gomes Carnaúba, de 37 anos, com quem se relacionava há pouco mais de um ano. No texto, Deleon alegava que alguém estava tentando matá-lo e pediu que ela voltasse para casa.

De acordo com uma sobrinha de Maria, que preferiu não ser identificada, Maria recebeu a mensagem durante a madrugada e, preocupada, levou seu neto, Enzo Gabriel Araújo, de 6 anos, e seu genro ao Projeto Envira, na zona rural de Feijó, no Acre, onde Deleon estava.

Chegando ao local, Maria das Graças entrou na casa com o neto enquanto o genro ficou do lado de fora. Deleon trancou a casa e começou a esfaquear Maria. “O genro dela ainda tentou arrombar a porta, mas não conseguiu. Ele [Deleon] estava sob efeito de drogas,” relatou a sobrinha.

Deleon, que era conhecido por seu ciúme extremo, estava com Maria há pouco mais de um ano. Em março do ano passado, Maria havia anunciado noiva dele em suas redes sociais. No momento do crime, ela estava temporariamente na casa da mãe para cuidar dela. “Eles moravam juntos, mas ela estava cuidando da mãe quando ele mandou a mensagem. Aí ela pegou o Enzo e foi até lá,” disse a sobrinha.

Enzo Gabriel era criado pela avó enquanto sua mãe cumpria pena na prisão. A família relatou que Deleon não aparentava ter raiva do menino.

De acordo com a polícia, Deleon era dependente químico e já havia sido preso por integrar uma organização criminosa. Os crimes chocaram a população de Feijó.

A Polícia Militar foi acionada por vizinhos do casal. Chegando ao local, encontraram Maria das Graças morta dentro da casa. Deleon havia fugido em direção ao rio com Enzo. Usando a criança como escudo, ele foi localizado em uma canoa. Os policiais tentaram negociar com Deleon para que ele soltasse a faca e liberasse o menino, com a ajuda de populares.

Ainda segundo a Polícia Militar, Deleon estava visivelmente alterado, falava frases desconexas e pedia para os policiais atirarem. Após várias tentativas de negociação, Deleon esfaqueou a criança. Nesse momento, ele foi baleado pelos policiais. Mesmo ferido, ele ainda desferiu mais dois golpes em Enzo. Ambos morreram antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A Polícia Civil e a equipe de perícia foram acionadas e iniciaram as investigações. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Cruzeiro do Sul.

O delegado Adan Ximenes informou que os crimes foram cometidos após Deleon ter um surto psicótico devido ao uso de drogas.

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