8 de junho de 2026

Justiça ordena internação de homem com esquizofrenia após furtos em igreja de Rio Branco

Justiça ordena internação de homem com esquizofrenia após furtos em igreja de Rio Branco

O Juízo da 6ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco determinou a internação de um homem com esquizofrenia e dependência química, acusado de cometer uma série de furtos em uma igreja no bairro Boa União, na capital acreana. A decisão, publicada no Diário Nacional da Justiça no dia 7 de janeiro, foi proferida pelo juiz Danniel Bomfim e prevê internação em um hospital de custódia e tratamento psiquiátrico por, no mínimo, um ano.

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O magistrado considerou o réu inimputável, ou seja, incapaz de compreender a ilicitude de seus atos ou de responder criminalmente por eles. Por isso, foi aplicada a chamada “absolvição imprópria”, que substitui a condenação penal por uma medida de segurança.

Entenda o caso

Conforme o Ministério Público do Acre (MPAC), o acusado cometeu diversos furtos contra uma igreja próxima à sua residência. Os crimes, realizados com destruição de obstáculos, incluíram o roubo de equipamentos como notebook, ventiladores, microfone e mesa de som, totalizando um prejuízo estimado em R$ 4,5 mil. Os furtos ocorreram, em sua maioria, durante o horário noturno.

Durante o julgamento, foi instaurado um incidente de sanidade mental para avaliar a capacidade do acusado. A perícia confirmou que ele é portador de esquizofrenia e dependência química, o que levou o MPAC a requerer a absolvição imprópria e a aplicação de medida de segurança para tratar o réu e proteger a sociedade.

O juiz Danniel Bomfim constatou que, embora a materialidade e autoria dos crimes tenham sido comprovadas, o estado de inimputabilidade do réu justifica a internação em hospital psiquiátrico. A medida deve durar enquanto não for atestada a cessação da periculosidade do acusado, com prazo máximo de 30 anos, conforme previsto no Código Penal e na Súmula 527 do STJ.

A decisão busca equilibrar a necessidade de tratamento adequado para o réu com a proteção da comunidade.