12 de julho de 2026

Seis meses após denúncia de estupro em Rio Branco, caso de Bruna Silva continua em investigação

Seis meses após denúncia de estupro em Rio Branco, caso de Bruna Silva continua em investigação

O caso da estudante Bruna Silva, que denunciou um estupro após aceitar uma carona em uma festa em Rio Branco, no Acre, segue em investigação seis meses após o ocorrido. Bruna, de 23 anos, registrou a denúncia em julho do ano passado e relatou o incidente publicamente nas redes sociais. Ela afirmou que foi vítima de violência sexual após pegar uma carona de um conhecido, Higor Lima, de 23 anos, que alegou que a relação foi consensual.

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), informou que a investigação ainda está em andamento. Segundo o delegado Odilon Vinhadelli Neto, faltam ouvir algumas testemunhas e realizar diligências para reunir mais provas. Ele explicou que o processo não é simples, pois envolve a coleta de informações de testemunhas e análise de provas, como imagens de câmeras de segurança.

Apesar de já ter passado o prazo de 30 dias recomendado por lei para a conclusão de inquéritos, o delegado destacou que a complexidade do caso justifica a extensão do prazo. “A demanda da delegacia é alta e estamos trabalhando para finalizar o caso o quanto antes”, declarou.

Bruna, por sua vez, disse que ainda vive com medo devido ao ocorrido e lamentou a falta de uma solução até o momento. Ela revelou que se afastou do caso e deixou sua advogada responsável pela condução dos procedimentos. No entanto, Bruna afirmou que não desistirá da busca por justiça.

A denúncia feita por Bruna expôs uma situação traumática e o medo de revitimização, que levou a jovem a se afastar do processo. Ela comentou que o acusado, Higor Lima, negou as acusações e contestou a versão de Bruna, afirmando que a relação foi consensual e que ele estava sendo injustamente acusado.

O caso também ganhou repercussão com o relato de Bruna sobre outros possíveis casos envolvendo o suspeito, mas até o momento não foram formalizadas denúncias adicionais. A Polícia Civil permanece aberta a novas informações e orientações para outras vítimas que queiram formalizar suas denúncias.

A busca por justiça de Bruna, junto ao apoio psicológico que ela recebeu, segue sendo um símbolo da luta contra a violência sexual e pela conscientização sobre a necessidade de denúncias em casos de abuso. A investigação continua, com o objetivo de esclarecer os fatos e garantir a responsabilização de quem cometeu o crime.

Como denunciar casos de violência contra a mulher:

  • Polícia Militar: 190 (em caso de risco imediato)
  • Samu: 192 (para socorro urgente)
  • Disque 100: denúncias anônimas de violação de direitos humanos
  • Delegacias especializadas ou qualquer delegacia de polícia
  • Secretaria da Mulher do Acre: (68) 99930-0420
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008

Observação: As denúncias podem ser feitas de maneira confidencial para proteger a identidade da vítima.

Informações conforme o G1 Acre.