17 de julho de 2026

MPAC denuncia sete pessoas por homicídio e formação de organização criminosa em Sena Madureira

MPAC denuncia sete pessoas por homicídio e formação de organização criminosa em Sena Madureira

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) apresentou uma denúncia formal contra sete indivíduos por envolvimento em crimes graves, incluindo homicídio qualificado, tentativa de homicídio e integração em organização criminosa. Os fatos ocorreram no dia 26 de julho de 2022, no bairro Segundo Distrito, em Sena Madureira.

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Os denunciados Ecildo Nascimento de Lima, Eudinei Nascimento de Lima, Manoel Nazareno Araújo dos Santos (vulgo “Pitão”), Marizandro Gamas Negreiros, Pedro Lima de Lima, Raicad Figueiredo Melo e Willian Santos de Lima estão presos na Unidade Penitenciária Evaristo de Moraes. Segundo o MPAC, eles agiram em conluio com os adolescentes Kauã da Silva Rocha e Thaísa Barbosa Jaminawá para cometer os crimes.

Detalhes dos Crimes

1º Crime: Homicídio Qualificado

A investigação aponta que os denunciados, armados com armas de fogo e facas, atacaram e mataram Welison Coelho de Souza. A vítima foi baleada nas costas e posteriormente esfaqueada múltiplas vezes. O MPAC destaca que o crime foi cometido por motivo torpe, sob a suspeita de que a vítima pertencia à facção criminosa rival Bonde dos 13 (B13), e que o grupo usou recursos que impossibilitaram a defesa de Welison.

2º Crime: Tentativa de Homicídio

No mesmo episódio, o grupo também tentou assassinar Riquelme de Souza Oliveira, que foi atingido por disparos no rosto e nas costas. No entanto, a vítima conseguiu fugir, evitando a morte. O MPAC sustenta que a tentativa de homicídio foi motivada pela mesma razão do primeiro crime.

3º Crime: Formação de Organização Criminosa

Os denunciados e os adolescentes envolvidos no caso são apontados como integrantes da facção Comando Vermelho (CV). De acordo com as investigações, o grupo é altamente organizado e responsável por crimes como tráfico de drogas, homicídios e outros atos violentos.

4º Crime: Corrupção de menores

O MPAC também denuncia que os acusados envolveram os adolescentes Kauã e Thaísa nas ações criminosas, configurando corrupção de menores. Ambos participaram ativamente dos homicídios e tentativas, reforçando o caráter premeditado e estruturado do grupo.

O Ministério Público requer a prisão preventiva dos acusados e que todos sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Além disso, a denúncia pede a fixação de um valor mínimo para a reparação dos danos causados às famílias das vítimas.

O caso agora segue para análise da Justiça, onde os acusados responderão pelos crimes cometidos, podendo receber penas severas caso sejam condenados.