8 de junho de 2026

Justiça suspende entrega de 11 casas populares em Assis Brasil após ação do MPAC

Justiça suspende entrega de 11 casas populares em Assis Brasil após ação do MPAC

 

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa de Assis Brasil, conseguiu na Justiça a suspensão da entrega de 11 casas populares que seriam inauguradas nesta quarta-feira, 14, em uma área de risco de deslizamento de encosta no município de Assis Brasil.

A decisão foi proferida pela desembargadora Waldirene Cordeiro, da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que deferiu parcialmente o pedido do MPAC, condicionando a entrega das moradias à apresentação, em até 30 dias, de documentação técnica que comprove a segurança da obra. Em caso de descumprimento, será aplicada uma multa diária de R$ 1 mil.

A ação civil pública foi ajuizada contra o Estado do Acre, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e o Município de Assis Brasil. Segundo o promotor de Justiça Luã Brito Barbosa, as casas foram construídas pela Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo (SEHURB) sem a elaboração de estudos geotécnicos prévios e sem projeto de drenagem adequado, fatores que aumentam significativamente o risco para os futuros moradores.

Riscos identificados

Técnicos do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), órgão auxiliar do MPAC, realizaram uma vistoria no local e identificaram graves problemas, como fissuras no solo e sinais de erosão, indicando a instabilidade do terreno. Além disso, foi constatado que a licença ambiental concedida pelo Imac para a obra não autorizava a supressão de vegetação no local, o que não impediu o desmatamento da área, agravando ainda mais os riscos.

Aluguel social para famílias em risco

O MPAC também solicitou que, caso seja comprovado que as famílias beneficiárias estão em situação de vulnerabilidade, seja providenciado o pagamento de aluguel social até que a segurança das habitações seja garantida.

Outros pedidos do MPAC

Além da suspensão da entrega, o MPAC requereu a elaboração de estudos técnicos e a implementação de medidas de contenção e drenagem para estabilizar o terreno, garantindo a segurança dos futuros moradores.

A promotoria também pediu, em procedimento extrajudicial, que o Imac e a SEHURB apresentassem documentos sobre as medidas adotadas para mitigar os riscos de deslizamento, mas não obteve retorno.

Fonte: Agência de Notícias do MPAC