3 de junho de 2026

Ministros do STF são alvo de mais de 50 pedidos de impeachment no Senado

Ministros do STF são alvo de mais de 50 pedidos de impeachment no Senado
Plenário do Senado • Marcos Oliveira/Agência Senado

O Senado Federal soma atualmente 55 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), todos ainda sem definição sobre andamento. O mais recente foi apresentado nesta semana pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) contra o ministro Flávio Dino.

A motivação foi uma fala de Dino durante aula magna em São Luís (MA), onde ele sugeriu uma “chapa imbatível” para a disputa pelo governo do estado, formada pelo atual vice-governador Felipe Camarão (PT) e pela professora Teresa Helena Barros. Para Nikolas, a declaração indica atuação político-partidária e interfere indevidamente no processo eleitoral.

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A decisão sobre dar andamento ao pedido está nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Dino já é alvo de outro pedido apresentado em 2024.

O ministro Alexandre de Moraes lidera a lista de pedidos, com 28 representações. Em seguida, aparece o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, com 16 ações. Outros ministros citados são Gilmar Mendes (5), Dias Toffoli (3), Cármen Lúcia (3), Edson Fachin (2) e Luiz Fux (1). Há ainda uma ação que pede o afastamento simultâneo de todos os integrantes da Corte.

A maior parte das ações — 47 — foi protocolada durante a gestão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) na presidência do Senado. Ele evitou pautar os pedidos, alegando a necessidade de manter a estabilidade institucional. Em 2021, por exemplo, arquivou uma solicitação feita pelo então presidente Jair Bolsonaro contra Moraes.

Em 2025, sob o comando de Alcolumbre, já foram apresentados oito novos pedidos de impeachment contra ministros.

Segundo a Constituição, o julgamento de ministros do STF por crime de responsabilidade é atribuição exclusiva do Senado. Qualquer cidadão pode apresentar o pedido. Após o protocolo, o material passa por análise da Advocacia do Senado, que emite parecer técnico. Cabe então à Mesa Diretora decidir se a denúncia avança ou será arquivada.

Caso o processo siga adiante, é criada uma comissão especial para analisar o caso. O ministro pode apresentar defesa e, ao fim da tramitação, o parecer do relator é submetido ao plenário para votação.

Enquanto não há decisão final sobre andamento ou arquivamento, os pedidos continuam tramitando no Senado.

Informações via CNN Brasil.