29 de junho de 2026

Moraes vota por 10 anos de prisão para Carla Zambelli em caso de invasão ao CNJ

Moraes vota por 10 anos de prisão para Carla Zambelli em caso de invasão ao CNJ
© Lula Marques/ Agência Brasil
© Lula Marques/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (9) pela condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a 10 anos de prisão, apontando-a como mentora intelectual de uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em janeiro de 2023.

Além da pena, Moraes propôs a perda do mandato da parlamentar, decisão que, se confirmada, dependerá de ato da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Nesse caso, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverá ser notificado para efetivar a medida.

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No mesmo julgamento, o hacker Walter Delgatti, apontado como executor do ataque cibernético, também pode ser condenado a 8 anos e 3 meses de prisão. Os dois foram denunciados pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de invasão de dispositivos informáticos e falsidade ideológica.

“Graves danos à credibilidade das instituições”

Em seu voto, Moraes classificou como “absurda” a atuação da deputada e do hacker, afirmando que ambos causaram “relevantes e duradouros danos à credibilidade das instituições”, violando princípios constitucionais e a confiança dos cidadãos.

O julgamento teve início às 11h desta sexta-feira, com a publicação do voto do relator no ambiente virtual da Primeira Turma do STF. Os outros quatro ministros do colegiado – Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux – têm até a próxima sexta (16) para definir seus votos.

Acusação e defesa

Segundo a denúncia, Zambelli teria procurado Delgatti para inserir, de forma fraudulenta, um mandado de prisão falso contra Moraes nos sistemas do CNJ, além de promover outras manipulações. O PGR classificou os crimes como de “gravidade acentuada”, com objetivo de gerar “vantagem midiática e política” e prejudicar a credibilidade do Judiciário.

A defesa de Zambelli, representada pelo advogado Daniel Bialski, pediu sua absolvição, alegando que a única ligação entre a deputada e os crimes é o depoimento do próprio Delgatti, que confessou o ataque e a apontou como mandante. Bialski afirmou que o relato do hacker é “recheado de mentiras” e não é suficiente para justificar uma condenação.

Outras acusações

Além deste caso, Zambelli também responde a outra ação penal no STF, referente ao episódio em que sacou uma arma e perseguiu o jornalista Luan Araújo, em São Paulo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. Esse julgamento foi suspen