11 de julho de 2026

Moraes aciona AGU para garantir extradição de Carla Zambelli da Itália

Moraes aciona AGU para garantir extradição de Carla Zambelli da Itália
Moraes aciona AGU para garantir extradição de Carla Zambelli da Itália

A prisão da deputada federal Carla Zambelli (PL) em Roma, na última terça-feira (29/7), levou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a acionar oficialmente a Advocacia-Geral da União (AGU). A medida, determinada nesta quinta-feira (31/7), tem como objetivo assegurar que o processo de extradição da parlamentar avance junto às autoridades italianas.

Zambelli, que possui dupla cidadania (brasileira e italiana), viajou à Europa após ter sido condenada pelo STF a 10 anos de prisão. A condenação está ligada à invasão dos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. Segundo as investigações, a deputada foi a mandante da ação, que resultou na emissão de um falso mandado de prisão contra o próprio Moraes. O ataque foi executado pelo hacker Walter Delgatti, também condenado no mesmo processo.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Câmara envia à CCJ processo de cassação de Carla Zambelli após condenação no STFReprodução: Agência Brasil Carla Zambelli e Jair BolsonaroReprodução Carla Zambelli na Itália: saiba como o país lida com casos de extradiçãoReprodução: Agência Brasil Carla ZambelliReprodução: Globo Carla ZambelliFoto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

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Desde que a prisão foi confirmada, o governo brasileiro passou a articular os trâmites legais para trazer a parlamentar de volta ao país. O pedido de extradição foi formalizado por Moraes no dia 11 de junho, e, em seguida, encaminhado pelo Itamaraty às autoridades italianas.

O documento enviado inclui a sentença da condenação, além de detalhes sobre os crimes atribuídos à deputada. De acordo com o STF, Zambelli organizou e comandou a invasão com o objetivo de adulterar dados judiciais, sem qualquer autorização legal.

Para garantir que a extradição ocorra dentro das normas internacionais, Moraes também apresentou uma série de garantias às autoridades da Itália. Entre elas, o compromisso de que a deputada não será julgada por outros fatos anteriores à extradição, não receberá pena perpétua e não sofrerá tratamento cruel, degradante ou movido por perseguição política.

Zambelli, atualmente presa em território italiano, ainda aguarda a decisão do governo local sobre o pedido de extradição.