11 de julho de 2026

Construção civil no Acre lidera custo da Região Norte e dispara acima da média nacional

Estado registra o maior valor por metro quadrado da região e acumula uma das maiores altas do país em 2026

Construção civil no Acre lidera custo da Região Norte e dispara acima da média nacional
Construção civil no Acre registra maior custo da Região Norte. - Foto: Reprodução

O Acre voltou a ocupar posição de destaque no levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgados nesta sexta-feira (10), o estado registrou o maior custo da construção civil da Região Norte, com o metro quadrado chegando a R$ 2.285,40 em junho de 2026.

Apesar de apresentar uma variação mensal de apenas 0,19%, inferior à média nacional (1,19%) e também ao índice da Região Norte (0,58%), o Acre acumula uma das maiores elevações do país ao longo do ano.

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Acre acumula alta superior à média brasileira

Nos seis primeiros meses de 2026, o custo da construção civil no estado aumentou 7,32%, percentual significativamente superior à média nacional, que ficou em 4,48%.

No acumulado dos últimos 12 meses, a alta chega a 9,96%, enquanto a média brasileira é de 7,26%.

Os números colocam o Acre entre os estados com maior valorização dos custos da construção em todo o país.

Ranking dos estados da Região Norte

O levantamento do IBGE mostra os seguintes custos médios por metro quadrado:

Estado Custo por m²
Acre R$ 2.285,40
Rondônia R$ 2.179,24
Roraima R$ 2.117,84
Tocantins R$ 2.038,13
Amapá R$ 2.014,97
Pará R$ 1.965,27
Amazonas R$ 1.942,10

Mão de obra impulsiona alta nacional

Em todo o Brasil, o Índice Nacional da Construção Civil acelerou em junho, principalmente devido ao aumento dos custos com mão de obra, influenciado pelos acordos coletivos firmados em diversos estados.

O custo médio nacional passou de R$ 1.953,08 em maio para R$ 1.976,37 em junho.

Desse valor:

  • Materiais de construção: R$ 1.114,74;
  • Mão de obra: R$ 861,63.

Segundo o IBGE, o resultado representa o maior avanço mensal desde agosto de 2022, desconsiderando os efeitos da reoneração da folha de pagamento ocorrida no início do ano.


Por Allyson Barros