Esta semana para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trouxe vitórias, mas também levantou preocupações quanto a articulação política. Essa é a avaliação de Nauê Bernardo Azevedo, professor de Ciência Política do Ibmec Brasília. Apesar de aumento no nível de popularidade registrado pela Quaest, Lula sofreu uma forte derrota na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
“A semana traz consigo um perfeito panorama do que é a política ultimamente. As coisas acontecem em uma velocidade muito alta. O governo, que vinha navegando na alta da popularidade, foi lembrado de que o Congresso Nacional tem sua própria agenda e necessita de mais atenção”, explica o especialista.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Não vamos chorar se EUA não quiser comprar, diz Lula sobre exportaçõesReprodução/Agência Brasil “Não vamos chorar se EUA não quiser comprar”, diz Lula sobre exportaçõesReprodução: Canal Gov Lula durante assinatura da MP “Brasil Soberano”Reprodução: Internet Internet Reprodução Quem deveria ter impeachment são esses deputados e senadores, diz Lula ao defender MoraesReprodução/Canal Gov “Vou ter a gentileza de ligar para o Trump”, declara Lula sobre a COP30Reprodução/TV Gov Lula diz que salário de R$ 46 mil “não é muito” e critica sistema tributário atualReprodução/Agência Brasil
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Na quarta-feira (20/8), a Quaest divulgou que o último levantamento realizado mostra Lula com a maior popularidade desde janeiro deste ano. O petista, apesar de seguir mais desaprovado (51%) do que aprovado (46%), viu essa diferença entre os dois grupos, que já foi de 17 pontos, cair para cinco.
No mesmo dia, no entanto, Lula sofreu uma derrota importante: os escolhidos do governo para relatoria e presidência da CPMI que vai investigar as fraudes no INSS não foram os mais votados na sessão. “Eu acho que faltou [articulação do governo]. Nós engolimos mosca. Também não é o fim do mundo”, declarou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).
“É uma semana de boas notícias, porém com um lembrete da realidade: o governo não pode deixar de olhar para o outro lado da rua, pois se a queda da popularidade facilita a debandada de partidos da base, o ganho de popularidade não necessariamente gera repercussão automática na articulação política”, conclui o cientista político.






