Início / Versão completa
Geral

Após queda de Assad, governo tem Parlamento provisório sem voto direto

Por Metrópoles 30/09/2025 00:27
Publicidade

O novo Parlamento, chamado Assembleia Popular, será composto por 210 membros, dos quais 140 serão escolhidos por um colégio eleitoral formado por comitês locais — e não por voto direto. Os outros 70 serão nomeados diretamente pelo presidente interino Ahmed al-Sharaa. A ausência de partidos políticos, campanhas públicas e participação popular direta levanta dúvidas sobre a legitimidade do processo.

Publicidade
Leia também

Segundo o governo provisório sírio, a eleição indireta é a única alternativa viável diante da destruição institucional, do deslocamento de milhões de cidadãos e da falta de documentos oficiais. “A realidade na Síria não permite eleições tradicionais”, afirmou o governo em comunicado divulgado em junho.

Regiões excluídas e tensões internas

A votação, marcada para 5 de outubro, não ocorrerá em todas as regiões. Províncias como Sueida (dominada pela minoria drusa) e partes de Raqqa e Hassakeh (sob controle curdo) foram excluídas por “questões de segurança” — embora analistas apontem que o verdadeiro motivo seja a ausência de controle do governo central sobre essas áreas.

A Administração Autônoma Curda (AANES) criticou duramente o processo, afirmando que ele “não representa a vontade do povo sírio” e que a justificativa de insegurança serve para negar direitos políticos a mais de cinco milhões de cidadãos.

Leia mais em RFI, parceira do Metrópoles.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.