29 de junho de 2026

Edvaldo Magalhães defende convocação de todos os aprovados no concurso do Iapen: “nós temos profissionais adoecidos pela pressão”

Edvaldo Magalhães defende convocação de todos os aprovados no concurso do Iapen: “nós temos profissionais adoecidos pela pressão”

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) disse durante a sessão desta terça-feira (16/9), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que a crise na Segurança Pública, sobretudo no sistema prisional é profunda. Ele defendeu que a Casa Legislativa retome as negociações com o governo para atendimento às pautas da categoria, entre elas, a convocação dos aprovados no último concurso.

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“Não sou daqueles que exigem do governo uma medida impossível de ser tomada, não. Tenho coerência. Você não pode enfrentar uma crise querendo desmoralizar aqueles que estão segurando o sistema de manhã, de tarde, e de noite. A Mesa Diretora da Assembleia deveria tomar para si a mediação dessa crise. Não tem hoje ambiente para o Sindicato negociar com aqueles truculentos do governo. Não tem! Mas, haveria sim ouvidos, eu tenho certeza que o senhor for mediar, terá a construção do entendimento e essa Casa fará história”, pontuou.

O líder da oposição disse também que é preciso manter o diálogo aberto com os trabalhadores. “Essa história que o Gladson é um governador democrático é para inglês ver. Persegue inclusive a organização dos trabalhadores. Traga o presidente do Sindicato para falar sobre isso aqui. Você não trata uma crise, que é profunda, interrompendo o diálogo, interditando as conversas”.


Edvaldo enfatizou que os policiais penais estão adoecendo pelo excesso de trabalho, causado pelo déficit de profissionais. “Na hora da convocação veio a frustração. E esse tema não é um tema novo. Essa discussão da crise do sistema penitenciário do Acre precisa ser levada a sério por essa Casa. Não é uma questão menor. Também não é uma questão qualquer. Eu lembro que para ter o concurso foi preciso a assinatura de um termo de ajustamento de conduta para haver o concurso. Houve um trabalho feito pelo MPAC que indicava a necessidade, à época, de 450 novos membros. E o que nós temos hoje? Nem se deve propalar isso, mas na hora da crise, é preciso que seja dito. Nós temos profissionais adoecidos, adoecidos pela pressão, pelo excesso de bancos de horas, gente cometendo suicídio. E nós não temos a sensibilidade do diálogo de quem administra o governo para dialogar com o sindicato”.