8 de junho de 2026

Justiça mantém monitoramento eletrônico de acusados da “quadrilha do Pix” no Acre

Justiça mantém monitoramento eletrônico de acusados da “quadrilha do Pix” no Acre
Suspeitos foram presos em abril em operação do GAECO e BOPE/Foto: Reprodução
Suspeitos foram presos em abril em operação do GAECO e BOPE/Foto: Reprodução

Os 13 investigados apontados como integrantes da chamada “quadrilha do Pix” seguirão sendo acompanhados por tornozeleiras eletrônicas. A decisão foi tomada pelo juiz Marcus Rafael, da Vara das Garantias, que rejeitou um pedido da defesa para suspender a medida ou substituí-la por outras cautelares, sob a alegação de excesso de prazo nas investigações. A informação foi divulgada pelo portal O Seringal.

O Ministério Público do Acre, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), havia se manifestado favorável à continuidade do monitoramento. Na decisão, o magistrado ressaltou que se trata de um processo de alta complexidade, envolvendo vários acusados, o que justifica a prorrogação dos prazos investigativos.

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Presos em flagrante no dia 3 de abril deste ano, em uma casa de alto padrão utilizada como base para os crimes, os suspeitos eram liderados por Bruno Ricardo Pires Carioca. Segundo a investigação, o grupo chegava a movimentar até R$ 250 mil diariamente por meio de golpes aplicados principalmente contra idosos. As vítimas eram enganadas por ligações telefônicas e acesso indevido a dados bancários, o que permitia aos criminosos esvaziar contas inteiras.

Cada integrante do esquema tinha metas de arrecadação a cumprir. Na operação que desarticulou o grupo, os agentes do BOPE e do GAECO apreenderam 30 aparelhos celulares, 200 chips de telefonia, carregadores e registros de contabilidade da atividade criminosa.

Os acusados respondem por estelionato e organização criminosa e permanecerão sob vigilância eletrônica até a conclusão das investigações.