30 de junho de 2026

Após Castro dizer que estado está “sozinho”, Lewandowski afirma não ter recebido pedido de ajuda

Após Castro dizer que estado está “sozinho”, Lewandowski afirma não ter recebido pedido de ajuda

Em um dia marcado pela megaoperação no Rio que se tornou a mais letal da história do estado, um desentendimento público tomou conta entre o governo federal e o estadual. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou não ter recebido “absolutamente nada” em termos de pedido de ajuda do governador Cláudio Castro para a ação nos complexos do Alemão e da Penha. A declaração foi uma resposta direta às críticas feitas por Castro horas antes, que afirmou que o estado estava “sozinho” na ação.

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“Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro, enquanto ministro da Justiça e Segurança Pública, para esta operação, nem ontem, nem hoje, absolutamente nada”, disse Lewandowski. Ele reforçou a divisão de responsabilidades: “a responsabilidade constitucional pela segurança pública nos estados é das autoridades locais, é do governador”.

Mais cedo, em entrevista coletiva, Castro havia pintado um cenário diferente. Ele acusou o governo Lula de negar ajuda para operações policiais e disse que o empréstimo de blindados do Exército foi negado três vezes. “Para emprestar o blindado, tinha que ter GLO (Garantia da Lei e da Ordem), e o presidente Lula é contra a GLO. Cada dia uma razão para não estar colaborando”, reclamou o governador.

O impasse político ocorre em meio a um dos episódios mais violentos da segurança pública carioca. De acordo com o Palácio Guanabara, a operação deixou um saldo de pelo menos 64 mortos e 81 presos, consolidando-se como a ação policial com o maior número de mortes na história do estado do Rio de Janeiro.