10 de julho de 2026

Trump dá até domingo para Hamas aceitar plano de paz ou enfrentar “inferno total”

Trump dá até domingo para Hamas aceitar plano de paz ou enfrentar “inferno total”
Trump dá até domingo para Hamas aceitar plano de paz ou enfrentar “inferno total”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou nesta sexta-feira (3/10) o ultimato ao Hamas e estabeleceu até as 18h de domingo (5/10) o prazo para que o grupo terrorista responda ao plano de paz proposto por Washington para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. Segundo o mandatário, a recusa em aceitar o acordo resultará em uma ofensiva sem precedentes.

“Se nesta última chance para um acordo ele não for alcançado, um inferno total, como nunca antes visto, será lançado contra o Hamas”, declarou Trump. O plano conta com apoio do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e de países árabes e ocidentais.

- Publicidade -

Veja as fotosAbrir em tela cheia Donald TrumpReprodução Globo Donald TrumpReprodução: YouTube Donald Trump falou dos ataques dos Estados Unidos contra o Irã neste sábado (21/6)Reprodução: Globo Donald TrumpFoto: Doug Mills/The New York Times

Voltar
Próximo

Leia Também

Notícias gerais
“Ele está bem”, garante porta-voz após Donald Trump ser atingido em comício

Política
“Se Lula sinalizar, eu negocio com o Trump”, diz Bolsonaro sobre tarifa dos EUA

Política
“Vou ter a gentileza de ligar para o Trump”, declara Lula sobre a COP30

A facção afirmou nesta sexta que ainda precisa de mais tempo para analisar os termos apresentados. “Estamos em contato com os mediadores e com as partes árabes e islâmicas, e levamos muito a sério a possibilidade de alcançar um acordo”, afirmou Mohamad Nazal, do conselho político do Hamas. Ele acrescentou: “Em breve, anunciaremos nossa posição”.

Na terça-feira (30/9), Trump havia dado “três a quatro dias” para o Hamas aceitar a proposta. Entre os pontos previstos, estão cessar-fogo imediato, libertação dos reféns israelenses em até 72 horas, desarmamento da facção e retirada gradual do Exército de Israel da região. O texto também prevê a formação de um governo pós-guerra em Gaza, sem a participação do Hamas ou da Autoridade Nacional Palestina.

Um integrante da alta cúpula do grupo, ouvido pela AFP sob anonimato, declarou que as consultas internas continuam e que é necessário mais tempo para concluir a avaliação. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, destacou na quarta-feira (1º/10) que o Brasil “aplaude a proposta” de Washington.

Apesar do apoio internacional, persistem dúvidas sobre o cronograma da retirada das tropas israelenses e a forma como seria conduzido o desarmamento da facção, pontos que o Hamas considera sensíveis para decidir sua resposta.