Acre registra dois óbitos por dengue em investigação e quase mil casos confirmados no estado, segundo o Boletim Epidemiológico nº 5/2026, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) nesta quinta-feira (9). As mortes ocorreram em moradores de Rio Branco e Sena Madureira e seguem sob investigação pelas autoridades de saúde.
O levantamento reúne informações referentes às Semanas Epidemiológicas 1 a 20 de 2026, período compreendido entre 4 de janeiro e 23 de maio, e reforça a necessidade de manter ações de vigilância, prevenção e controle da doença em todo o estado.
Boletim aponta quase mil casos confirmados
De acordo com a Sesacre, o Acre contabilizou 1.455 casos prováveis de dengue, dos quais 993 foram confirmados por critérios clínicos e laboratoriais. A taxa de incidência estadual chegou a 165,2 casos por 100 mil habitantes, indicando circulação ativa do vírus em diferentes municípios.
Os dados demonstram que a dengue continua sendo um importante desafio para a saúde pública acreana, exigindo monitoramento constante e participação da população no combate ao mosquito transmissor.
Casos com sinais de alarme preocupam autoridades
O boletim também registra 15 casos de dengue com sinais de alarme, quadro que exige acompanhamento médico imediato para evitar complicações.
Desse total:
- 12 casos foram registrados em Rio Branco;
- A regional do Baixo Acre concentrou 10 ocorrências;
- A regional do Juruá contabilizou três casos, distribuídos entre Cruzeiro do Sul, Feijó e Marechal Thaumaturgo, com um caso em cada município;
- A regional do Alto Acre não registrou casos com sinais de alarme no período analisado.
Segundo a Secretaria de Saúde, pacientes que apresentam agravamento dos sintomas devem procurar atendimento imediatamente para reduzir o risco de evolução para formas graves da doença.
Retorno do sorotipo DENV-3 acende alerta
Entre os principais pontos destacados pelo boletim está a possibilidade de mudança no cenário epidemiológico em razão da reintrodução do sorotipo DENV-3 no estado.
A circulação desse sorotipo pode aumentar o número de infecções e favorecer o surgimento de casos mais graves, especialmente entre pessoas que já tiveram contato com outros sorotipos do vírus.
Por isso, a Sesacre reforça que a manutenção das ações de vigilância epidemiológica, eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e monitoramento dos casos continua sendo essencial para evitar o avanço da doença.
Sesacre orienta população sobre sintomas
A Secretaria de Estado de Saúde recomenda que qualquer pessoa com sintomas compatíveis com dengue procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima.
Os principais sinais incluem:
- febre alta;
- dor de cabeça;
- dor atrás dos olhos;
- dores musculares e nas articulações;
- manchas pelo corpo.
Em situações de agravamento, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos ou sinais de desidratação, a orientação é buscar atendimento médico com urgência.
A Sesacre também alerta para que a população evite a automedicação, já que alguns medicamentos podem aumentar o risco de complicações em pacientes com dengue.
Por Samoel Andrade



