16 de junho de 2026

Cuba alerta que Trump busca queda “violenta” do governo da Venezuela

Cuba alerta que Trump busca queda “violenta” do governo da Venezuela
Cuba alerta que Trump busca queda “violenta” do governo da Venezuela

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, fez nesta terça-feira (25/11) uma forte declaração sobre a escalada de tensões entre Estados Unidos e Venezuela. Segundo ele, a “exagerada e agressiva presença militar” dos EUA no Caribe representa “uma perda para a América Latina e o Caribe” e pode desencadear “uma ação extremamente perigosa e irresponsável”.

Rodríguez afirmou que a eventual derrubada do governo de Nicolás Maduro por forças americanas seria uma violação frontal do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, além de trazer “consequências imprevisíveis” para toda a região.

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“Uma concentração tão grande e sofisticada de poder militar não é usada para combater o narcotráfico. Isso é um pretexto insustentável”, disse o chanceler, acrescentando que uma intervenção poderia causar “incalculável número de mortes” e instaurar “violência e instabilidade hemisférica”.

O ministro também apelou diretamente à sociedade norte-americana. “Pedimos ao povo dos Estados Unidos que pare esta maldade.”

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Escalada militar no Caribe

No sábado (22/11), a imprensa internacional antecipou que os Estados Unidos estavam prestes a iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela, citando quatro autoridades americanas.

A pressão aumentou após a visita do general Dan Caine, a mais alta autoridade militar dos EUA, a uma base em Porto Rico e a um dos navios de guerra deslocados para o Mar do Caribe. A viagem ocorre no contexto da Operação Lança do Sul, considerada a maior mobilização naval dos EUA na região desde a Crise dos Mísseis de 1962.

Washington também ampliou a pressão após classificar o chamado Cartel de los Soles como grupo terrorista, abrindo caminho para medidas militares e econômicas mais duras contra Caracas.

Rodríguez afirmou que Cuba “reafirma seu apoio total à Venezuela” e denunciou a escalada militar americana “nos termos mais fortes possíveis”.

O chanceler disse ainda que uma guerra não resolveria “nenhum problema político ou econômico” dos EUA e apenas reforçaria “a velha intenção do poderoso vizinho do Norte” de exercer domínio sobre a região.

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Nicolás Maduro

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Presidente da Venezuela, Nicólas Maduro

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Maduro fala em “unidade” diante da pressão externa

Na noite de segunda-feira (24/11), o presidente Nicolás Maduro afirmou que o país está preparado para resistir a qualquer ação dos EUA. “Não importa o que aconteça, não conseguirão derrotar a Venezuela. Somos invencíveis.”

Maduro convocou a população “à unidade e firmeza” em meio à intensificação das manobras militares dos EUA.