6 de julho de 2026

Sem quórum, Alesp adia votação sobre fim da Fundação do Remédio Popular

Sem quórum, Alesp adia votação sobre fim da Fundação do Remédio Popular
Sem quórum, Alesp adia votação sobre fim da Fundação do Remédio Popular

Os deputados estaduais adiaram, nesta terça-feira (4/11), a votação do projeto de lei proposto pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) para a extinção da Fundação para o Remédio Popular (Furp). Os parlamentares não conseguiram preencher o quórum mínimo na votação de requerimentos sobre o método de votação e, portanto, o texto principal nem foi ao plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

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Segundo o governo de São Paulo, o Instituto Butantan vai absorver os empregos, os equipamentos e também a fabricação dos medicamentos, que distribui remédios gratuitos a mais de 500 municípios paulistas.

A oposição diz ter acordo para derrubar um dos artigos do projeto de lei que prevê a alienação dos imóveis da Furp, o que abre uma discussão sobre o destino dos laboratórios. A alternativa mais provável é que um novo projeto de lei seja apresentado para a destinação dos imóveis.

Onde ficam os laboratórios da Furp

O órgão mantém laboratórios públicos em Américo Brasiliense, na região de Araraquara, e em Guarulhos, na Grande São Paulo. O laboratório da região metropolitana é o mais cobiçado. O terreno fica em uma região central e valorizada pelo mercado imobiliário. A área total é de cerca de 20 mil m², dos quais 40 mil m² são construídos.

Os contratos de trabalho vigentes da Furp serão mantidos e todos os direitos e deveres trabalhistas transferidos para a Secretaria Estadual da Saúde. O destino mais provável é o Instituto Butantan. Atualmente, são 490 funcionários ativos na Furp. Em 2021, eram cerca de 1,2 mil.