5 de julho de 2026

“Surto” relatado por Bolsonaro estaria ligado ao uso de medicamentos

“Surto” relatado por Bolsonaro estaria ligado ao uso de medicamentos
“Surto” relatado por Bolsonaro estaria ligado ao uso de medicamentos

Durante audiência de custódia realizada neste domingo (23/11), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atribuiu o alegado “surto” que o levou a manipular a tornozeleira eletrônica ao uso combinado de dois medicamentos controlados.

Segundo o próprio ex-presidente relatou à juíza auxiliar que conduziu o ato por videoconferência, a interação entre a Pregabalina e Sertralina teria provocado um episódio de confusão mental e “alucinação”.

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Na ata oficial da audiência, consta que Bolsonaro afirmou que uma suposta “paranoia” começou entre a noite de sexta (21/11) e a madrugada de sábado (22/11), quando passou a acreditar que havia uma escuta instalada dentro da tornozeleira.

Ele disse que, por causa dessa percepção, tentou abrir o equipamento usando um ferro de solda, o que provocou as marcas de queimadura registradas por agentes da Secretaria de Administração Penitenciária do DF. Antes mesmo de passar pela audiência, Bolsonaro já havia admitido ter usado o equipamento para tentar violar a tornozeleira. No momento, ele alegou “curiosidade”.

Bolsonaro declarou ter sido orientado por dois médicos diferentes a tomar os medicamentos. Também alegou que  não dormia bem e tinha “sono picado”, algo que teria contribuído para o surto. Segundo a ata, ele afirmou que nunca havia passado por um episódio semelhante.

O ex-presidente, que até então estava em prisão domiciliar, relatou que estava em casa acompanhado da filha, do irmão e de um assessor, mas que todos dormiam na hora que tentou avariar a tornozeleira e não perceberam a manipulação do equipamento.

Ele também negou qualquer intenção de fuga, dizendo que parou ao “cair na razão” e, mais tarde, avisou a equipe de monitoramento sobre o que havia feito.

A tentativa de Bolsonaro em violar a tornozeleira foi um dos elementos considerados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que motivaram a conversão da prisão domiciliar em preventiva.