5 de julho de 2026

Acre permanece em alerta para SRAG devido à baixa cobertura vacinal contra a influenza

Boletim aponta cobertura vacinal abaixo da meta e mantém preocupação com o aumento de casos graves de doenças respiratórias.

Acre permanece em alerta para SRAG devido à baixa cobertura vacinal contra a influenza
Puérperas, idosos e crianças estão entre os grupos com menor cobertura vacinal no Acre.

O Acre permanece em alerta para SRAG por baixa vacinação contra influenza, conforme aponta o mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre. O levantamento mostra que nenhum dos grupos prioritários alcançou a meta de 90% de cobertura vacinal estabelecida pelo Ministério da Saúde, cenário que mantém elevada a preocupação com os casos graves de doenças respiratórias.

Segundo a Sesacre, a baixa adesão à campanha de vacinação contra a Influenza Trivalente 2025/2026 tem contribuído para a pressão sobre a rede hospitalar, principalmente entre crianças menores de 10 anos e idosos com mais de 60 anos, considerados os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

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Puérperas apresentam a menor cobertura vacinal

O boletim revela que a situação mais crítica é a das puérperas, cuja cobertura vacinal é de apenas 2,60% em todo o estado.

Entre os demais grupos prioritários, os índices também permanecem abaixo da meta:

  • Puérperas: 2,60%;
  • Idosos: 27,48%;
  • População indígena: 30,73%;
  • Crianças de seis meses a menores de seis anos: 41,02%;
  • Gestantes: 64,05%.

Apesar de apresentarem o maior percentual entre os grupos prioritários, as gestantes ainda não atingiram a cobertura considerada ideal pelas autoridades de saúde.

Municípios apresentam diferenças na vacinação

O relatório também destaca disparidades entre as regionais de saúde.

Na região do Juruá, municípios como Rodrigues Alves e Porto Walter registram alguns dos menores índices de vacinação entre idosos.

Na regional do Baixo Acre, a situação também preocupa. Em Rio Branco, a cobertura vacinal é de 40,50% entre crianças e 44,65% entre idosos.

Já em Bujari, apenas 8,28% dos idosos e 20,87% das crianças receberam a vacina.

Outro dado considerado preocupante é que 13 dos 22 municípios acreanos registram cobertura vacinal de 0% entre puérperas, incluindo Rio Branco.

Segundo a Sesacre, esse cenário reduz a proteção dos recém-nascidos e pode aumentar o risco de complicações respiratórias nos primeiros meses de vida.

Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção

A Secretaria de Estado de Saúde reforça que a vacinação contra a influenza permanece como a principal estratégia para prevenir casos graves, internações e mortes relacionadas às doenças respiratórias.

Além da imunização, o órgão recomenda manter medidas preventivas, como higienizar frequentemente as mãos, adotar a etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico diante do agravamento dos sintomas.

Por Samoel Andrade