27 de junho de 2026

Plácido de Castro tem maior taxa de mortes do Acre em 2024, aponta IBGE

Plácido de Castro tem maior taxa de mortes do Acre em 2024, aponta IBGE
Plácido de Castro encerrou 2024 com a maior taxa proporcional de mortes do Acre — Foto: Hellen Monteiro/g1 AC
Plácido de Castro encerrou 2024 com a maior taxa proporcional de mortes do Acre — Foto: Hellen Monteiro/g1 AC

O município de Plácido de Castro, localizado a mais de 130 km de Rio Branco e com cerca de 16 mil habitantes, registrou a maior taxa proporcional de mortes do Acre em 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram 6,3 óbitos a cada mil moradores, à frente de Santa Rosa do Purus e Epitaciolândia, que tiveram 6,1 mortes por mil habitantes.

Os dados fazem parte das Estatísticas do Registro Civil de 2024, divulgadas pelo IBGE no último dia 10. A taxa proporcional indica o número de mortes em relação ao tamanho da população, permitindo comparações entre municípios de diferentes portes, e não reflete o número absoluto de óbitos.

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Entre os municípios mais populosos do estado, Cruzeiro do Sul e Rio Branco registraram 5,2 mortes por mil habitantes. A capital acreana tem população estimada em 364.756 pessoas, enquanto Cruzeiro do Sul possui cerca de 91.888 moradores.

Outras cidades com taxas elevadas incluem:

  • Senador Guiomard: 5,6 óbitos por mil habitantes

  • Assis Brasil: 5,4

  • Brasiléia: 5,3

  • Capixaba: 5,1

  • Feijó: 5,0

Já municípios com menor população tiveram os menores índices proporcionais de óbitos:

  • Porto Walter: 1,9

  • Jordão: 2,2

  • Marechal Thaumaturgo: 2,5

Outras cidades abaixo da média estadual foram Rodrigues Alves (3,3), Acrelândia (3,6), Bujari (3,8) e Manoel Urbano (4,3).

Cenário nacional

No Brasil, 2024 registrou 1,5 milhão de mortes, um aumento de 4,6% em relação a 2023, segundo o IBGE. Do total, 93% foram causadas por motivos naturais, reflexo do envelhecimento da população. Pessoas com 60 anos ou mais representaram 72% dos óbitos, e o número de mortes nessa faixa etária cresceu 5,6% em relação ao ano anterior.

O IBGE explica que, com menos nascimentos e maior longevidade, a população concentra-se cada vez mais em faixas etárias com maior risco natural de morte, o que contribui para o aumento da taxa proporcional de óbitos.

Informações via g1 Acre.