15 de julho de 2026

Vítimas de violência doméstica acompanhadas pelo Iapen recebem ação de acolhimento

Vítimas de violência doméstica acompanhadas pelo Iapen recebem ação de acolhimento

Sair de um ciclo de violência doméstica não é um ato simples. O medo, a dependência emocional, financeira e o silêncio imposto tornam o pedido de ajuda um dos passos mais difíceis. Ainda assim, buscar apoio é o primeiro gesto de coragem rumo à reconstrução da própria vida, e nenhuma mulher precisa fazer isso sozinha. O governo do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) e da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), que tem como titular a vice-governadora Mailza Assis, realizou nesta terça-feira, 16, uma ação de acolhimento voltada a mulheres vítimas de violência doméstica acompanhadas pela Divisão de Monitoramento Eletrônico (DME).

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A atividade ocorreu no âmbito do projeto Casa da Amizade, em parceria com órgãos da rede de proteção, com o objetivo de oferecer orientação, escuta e apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Durante o encontro, as participantes assistiram a uma palestra ministrada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Civil do Acre, e tiveram acesso a ações como o Guarda-roupa Social e um lanche de acolhimento, proporcionando um espaço de diálogo e informação sobre direitos e serviços disponíveis.

O Botão do Pânico é uma ferramenta essencial para essas mulheres vítimas, assistidas pelo DME. Foto: cedida

De acordo com a psicóloga da Divisão de Monitoramento Eletrônico, Zione Nascimento, a iniciativa busca fortalecer o acompanhamento realizado pela equipe. “O encontro tem como objetivo reforçar que essas mulheres são acompanhadas e que existe uma rede de apoio disponível. Além do acolhimento, também é uma oportunidade de aproximação para compreender melhor a realidade de cada uma e orientar sobre os serviços que podem ser acessados”, explica.

A psicóloga destaca ainda que o acompanhamento envolve atendimento psicológico e encaminhamentos para a rede de proteção: “Quando necessário, acionamos Cras, Creas, Caps e outros órgãos, além de acompanhar essas mulheres nos atendimentos, para garantir o acesso aos direitos que já lhes são assegurados”.

Zione Nascimento, psicóloga do DME, realiza o acompanhamento direto das vítimas. Foto: José Lucas Gaia/Iapen

A ação integra as estratégias do governo do Acre voltadas ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres em situação de violência, por meio do trabalho articulado entre diferentes instituições. A presidente da Casa da Amizade, Ivone Tavares, ressaltou a importância da parceria entre as instituições:

“A Casa da Amizade contribui oferecendo um espaço de acolhimento, com ações simples, mas importantes, como o Guarda-roupa Social e momentos de escuta, para que essas mulheres se sintam apoiadas”, reitera.

Ivone Tavares, presidente da Casa da Amizade, ao lado de sua equipe e da representante do gabinete da vice-governadora Mailza, no Guarda-roupa Social. Foto: José Lucas Gaia/Iapen

O impacto é visível, para uma das participantes da ação, M. R., acompanhada pela DME, relatou que o apoio recebido contribuiu para sua reorganização emocional. “No momento em que procurei ajuda, estava muito abalada. Com o acompanhamento da equipe e da rede, consegui me estabilizar e hoje me sinto mais segura”, afirma.

Romper o ciclo de violência e desvincular-se do agressor é essencial para o acolhimento da vítima, que pode procurar apoio através dos seguintes canais de ajuda:

  • Central de Atendimento à Mulher: 180
  • Polícia Militar do Acre (PMAC): 190
  • Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam): (68) 3221-4799
  • Centro de Atendimento à Vítima (CAV): (68) 99993-4701
  • Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): (68) 99605-0657
  • Casa Rosa Mulher: (68) 3221-0826

Com informações Acre.