10 fevereiro 2026

Polícia de SC confirma mais um cão caramelo na lista de maus-tratos na Praia Brava

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A equipe do portal LeoDias teve acesso, com exclusividade, a informações importantes do inquérito policial que tramita em Santa Catarina e investiga uma onda de violência e maus-tratos contra animais comunitários na região. No mesmo processo, a polícia tenta identificar quem são os jovens flagrados cometendo vandalismo contra o patrimônio, quebra-quebra em uma barraca de praia, furto de bebidas, uso de álcool e entorpecentes, brigas com funcionários de portarias dos condomínios, além de maus-tratos contra um caramelo na praia, em uma tentativa de afogamento, e a morte trágica de Orelha. Recentemente, uma caramela fêmea foi encontrada muito ferida na mesma região onde ocorreram episódios de violência contra os animais.

A jornalista Patrícia Calderón teve acesso a uma fotografia que, segundo nativos da praia, mostra a irmã do Caramelo. A cadela foi vista com um ferimento profundo em uma das pernas dianteiras, passou por tratamento veterinário e o animal passa bem.

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Caso Orelha
O cachorro foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro. Laudos da Polícia Científica apontam que Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido causada por um chute ou por algum objeto rígido, como uma barra de ferro ou um pedaço de madeira. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu em uma clínica veterinária 24 horas depois de sofrer o ataque. Com a velocidade das redes sociais, surgiram versões conflitantes sobre o que teria acontecido e como a investigação avançou.

Caso Caramelo
No dia 6, um dia após a morte de Orelha, por volta de 0h20, um grupo de adolescentes foi visto importunando um cão caramelo, macho, na praia. O fato foi flagrado por câmeras de segurança da região. Nas imagens, que o Portal LeoDias noticiou com exclusividade na semana passada, é possível ver os meninos jogando o cão para dentro do Condomínio Itacoatiara duas vezes. Os porteiros tiveram de retirar o animal do local. Segundo a polícia, os adolescentes permaneceram na praia, em frente ao condomínio, fazendo uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes. Na mesma noite, segundo a investigação, o cachorro teria sofrido uma tentativa de afogamento. O menor de 14 anos, V.M.P., foi identificado como um dos suspeitos no incidente envolvendo Caramelo. A polícia deve ouvir o adolescente citado e outros quatro envolvidos ainda nesta semana.

No total, a polícia já ouviu quatro menores suspeitos por maus-tratos a animais, vandalismo, dano ao patrimônio e desrespeito ao sossego alheio. Dos ouvidos, a polícia concluiu que P.K., de 15 anos, não foi identificado em imagens durante o curso da investigação. O adolescente não é apontado como autor de vandalismo em uma barraca de praia. A Justiça já proferiu despacho favorável, afirmando que não há elementos que indiquem sua autoria. Uma adolescente de 16 anos, Y.M., foi ouvida como testemunha, já que imagens a flagraram com o menor M.F.S., de 15 anos, na madrugada do dia 4 de janeiro, data em que Orelha teria sido atacado brutalmente.

Mesmo com o inquérito concluído e com pedidos e indiciamentos anunciados, ainda há pontos que podem ser alterados quando o caso entra na fase de manifestação do Ministério Público e do Judiciário. O MP devolveu o inquérito, na semana passada, à Polícia Civil para tratar “inconsistências” em detalhes específicos, como instrumentos usados, supostas cenas ou versões gráficas. Para a liberação do laudo pericial, o corpo do cão Orelha não foi exumado. O MP não descarta essa possibilidade e deve bater o martelo em breve.

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