O conselheiro tutelar Juliel Rodrigues Lima foi afastado do cargo oito meses após ter sido preso, suspeito de importunar sexualmente uma adolescente de 14 anos. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na segunda-feira (27).
Juliel atuava como conselheiro suplente no 1º Conselho Tutelar de Rio Branco. Na mesma publicação, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) convocou outro membro para assumir a função.
O caso veio à tona em agosto do ano passado, quando o conselheiro foi preso dentro da sede do órgão, no bairro Bela Vista. Ele foi liberado no dia seguinte, após audiência de custódia, e desde então responde ao processo em liberdade.
Segundo a Polícia Civil, a vítima relatou que o suspeito enviava mensagens com conteúdo sexual, pedia selfies e chegou a tocá-la nas pernas. A adolescente era vizinha do investigado.
Na época, a prisão preventiva foi decretada e o caso encaminhado à Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav). O Ministério Público do Acre (MP-AC) apresentou denúncia, e o processo segue em tramitação na Justiça.
Em nota, a defesa de Juliel Rodrigues afirma que ele nega as acusações e sustenta que ainda não há provas robustas no processo. Os advogados destacam o princípio da presunção de inocência e afirmam que o cliente está à disposição das autoridades.
Sobre o afastamento, a defesa classificou a medida como administrativa e padrão em casos de investigação, ressaltando que a decisão não representa reconhecimento de culpa, mas visa garantir a transparência na apuração dos fatos.
Como denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes
Casos de violência podem ser denunciados por diferentes canais:
- Polícia Militar: 190 (em situações de risco imediato)
- Samu: 192 (em casos de emergência)
- Disque 100 (denúncia anônima de violações de direitos humanos)
- Delegacias especializadas ou qualquer unidade policial
- Ministério Público
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): (68) 99930-0420
Também é possível buscar ajuda com profissionais de saúde, que têm obrigação de notificar casos suspeitos.
As autoridades reforçam a importância de denunciar qualquer indício de abuso para garantir a proteção de crianças e adolescentes.


