O impacto da Operação Narcofluxo, da Polícia Federal, colocou dois dos maiores nomes do funk no centro de um furacão judiciário. MC Ryan SP e MC Poze do Rodo foram presos em uma ação que investiga uma rede de lavagem de dinheiro, cuja movimentação financeira atingiu R$ 1,6 bilhão e novos áudios divulgados complicaram ainda mais a situação.
A engrenagem, segundo os investigadores, utilizava de rifas ilegais e jogos de azar para camuflar recursos de origem duvidosa, misturando valores ilícitos ao faturamento dos artistas com shows e publicidade. Para escapar dos radares de controle, valores eram fatiados em centenas de transferências menores, como um caso citado pela PF, em que R$ 5 milhões foram transformados em cerca de 500 depósitos de R$ 10 mil.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Conversa vazadaReprodução / Globo MC Ryan SP flagrado deixando o IMLCrédito: Portal LeoDias MC Ryan SP em clipeReprodução: YouTube
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O delegado Roberto Costa da Silva explicou que o papel dos MCs era fundamental: além de cederem suas contas para a circulação do dinheiro, a gigantesca visibilidade digital de ambos servia como um ímã para atrair novos fluxos financeiros. Áudios inéditos obtidos pela investigação e revelados pelo “Fantástico” trazem Ryan SP em conversas diretas com o contador Rodrigo Morgado, apontado como o arquiteto financeiro do grupo.
Em um dos trechos, o cantor chega a admitir o alto faturamento com plataformas de apostas: “Na época do Tigrinho tava bom mesmo, eu tava arregaçando”. Outras gravações mostram negociações de cachês astronômicos, na casa dos R$ 400 mil, para a divulgação de casas de apostas.
Os advogados de MC Ryan e MC Poze do Rodo negam veementemente qualquer envolvimento com atividades ilícitas e sustentam que o patrimônio dos músicos é fruto exclusivo de suas trajetórias de sucesso na música e no marketing digital.


