16 de julho de 2026

Levantamento do MPAC mostra que maioria dos municípios do Acre não atinge meta do Previne Brasil

Levantamento do MPAC mostra que maioria dos municípios do Acre não atinge meta do Previne Brasil
Foto: Rodrigo Clemente/PBH

Um levantamento do Ministério Público do Acre acendeu um alerta sobre a situação da saúde pública no estado. Com base em dados de 2025 do programa Previne Brasil, o relatório mostra dificuldades no acompanhamento de pacientes com hipertensão na atenção primária, com a maioria dos municípios abaixo da meta nacional de 50% de aferição da pressão arterial.

Dos 22 municípios acreanos, apenas dois conseguiram atingir o índice recomendado pelo Ministério da Saúde. Os melhores resultados foram registrados em Epitaciolândia, com 64%, e Brasileia, com 57%, ambos na regional do Alto Acre.

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Na outra ponta, os dados revelam um cenário preocupante. O município de Jordão apresentou o pior desempenho, com apenas 5% de cobertura. Em seguida aparecem Tarauacá, com 8%, e Rodrigues Alves, com 12%, evidenciando a fragilidade da assistência em regiões mais isoladas.

A capital Rio Branco também ficou abaixo da meta, com cerca de 20% de acompanhamento. Outros municípios próximos seguem o mesmo padrão, como Bujari (20%), Porto Acre (24%) e Senador Guiomard (30%).

O estudo também aponta desigualdades entre as regionais do estado. O Alto Acre lidera com média de 41,2%, seguido pelo Baixo Acre (22,5%), Juruá (19%) e Purus (16,8%). Já a regional Tarauacá-Envira apresenta o pior resultado, com média de 10,3%.

De acordo com o MPAC, a concentração dos piores índices em áreas remotas reforça a necessidade de ações específicas para fortalecer a atenção básica nessas localidades. A falta de monitoramento adequado da hipertensão pode aumentar o risco de complicações graves, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC), além de pressionar ainda mais o sistema de saúde.