4 de junho de 2026

MPAC reúne famílias e orienta sobre autismo em Rio Branco

MPAC reúne famílias e orienta sobre autismo em Rio Branco
Foto: Clovis Pereira.

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, nesta segunda-feira (13), uma roda de conversa voltada ao acolhimento e orientação de famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Rio Branco. O encontro ocorreu no Centro Especializado em Reabilitação (CER III) e reuniu cerca de 50 participantes.

Com o tema “Compreender para cuidar: apoio e informação às famílias de pessoas com TEA”, a atividade foi conduzida pelo psicólogo Rodrigo Gomes e priorizou a escuta, o diálogo e o compartilhamento de experiências entre pais e responsáveis.

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A ação foi organizada pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência, em conjunto com o Grupo de Trabalho na Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (GT-TEA), com apoio da área de Direitos Humanos e Cidadania.

Durante o encontro, os participantes puderam esclarecer dúvidas, relatar vivências e acessar informações sobre o transtorno, além de conhecer direitos e serviços disponíveis. Materiais informativos também foram distribuídos ao público.

A coordenadora do GT-TEA, procuradora de Justiça Gilcely Evangelista, destacou a importância da escuta ativa para aprimorar o atendimento às famílias. “A escuta das famílias é fundamental para qualificar a atuação institucional. Quando criamos espaços como este, estamos não apenas levando informação, mas também fortalecendo uma rede de cuidado mais sensível e preparada para acolher as pessoas com TEA e seus familiares. O compromisso do Ministério Público é justamente esse”, afirmou.

Foto: Clovis Pereira.

Para os participantes, o momento foi marcado pelo acolhimento. “Não é fácil, tem dia que até a gente se desregula, imagina eles. E muitas vezes nós chegamos nos órgãos e somos mal recebidos por atendentes, secretárias, recepcionistas. E esse acolhimento que vocês fizeram hoje aqui… tenho certeza de que não só eu, mas várias mães que estão aqui se sentiram acolhidas. É uma esperança de que nossas crianças estão sendo aceitas na sociedade, de que existe alguém que se preocupa com elas”, relatou Jucinete Fraga, familiar de um jovem autista.

A iniciativa reforça o papel do MPAC na promoção de ações que ampliam o acesso à informação e fortalecem uma rede de apoio mais preparada para atender pessoas com TEA e suas famílias.