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SAUDE

Multa por falta de enfermeiros em maternidade no Acre expõe falhas e cobra ação do Estado

Por Marleide 29/04/2026 20:19 Atualizado em 29/04/2026 20:24
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A multa por falta de enfermeiros em maternidade no Acre acendeu um alerta sobre falhas no atendimento após a Justiça Federal penalizar o Estado pelo descumprimento de decisão judicial.

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A penalidade foi aplicada à Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, após o não cumprimento de uma determinação do Ministério Público Federal (MPF-AC), que exigia a presença integral de enfermeiros durante todo o funcionamento da unidade.

Com base na decisão, o Estado foi multado em R$ 5 mil e ainda poderá pagar R$ 500 por dia caso continue descumprindo as obrigações estabelecidas. O prazo para regularização é de 30 dias.

A sentença tem origem em uma denúncia feita pelo Conselho Regional de Enfermagem do Acre (Coren-AC), que apontou a ausência de profissionais e falhas no atendimento desde fevereiro de 2025.

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Mesmo após alegar que havia cumprido as determinações, uma nova fiscalização técnica confirmou a permanência das irregularidades, incluindo problemas na assistência de enfermagem e falhas estruturais.

Entre os pontos críticos identificados, estão irregularidades na Central de Material e Esterilização (CME), que estaria operando sem a regularização técnica necessária, colocando em risco pacientes e profissionais.

Diante do cenário, o MPF reforçou a necessidade de cumprimento imediato da decisão, destacando que a continuidade das falhas compromete a qualidade do atendimento e a segurança dos usuários da unidade.

A situação se agrava pelo histórico recente: em fevereiro deste ano, o Coren chegou a interditar a Central de Material e Esterilização após identificar problemas estruturais no local.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou que ainda não foi oficialmente intimada sobre a decisão judicial e, por isso, não pode se manifestar sobre o teor da multa.

A pasta afirmou que, assim que houver a comunicação formal, adotará as medidas técnicas e jurídicas necessárias.

O caso segue em andamento e levanta questionamentos sobre a estrutura e o funcionamento de serviços essenciais de saúde no estado.

Com informações do G1 Acre.

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