Por Marcos Brandão
A população de Manoel Urbano cobra providências do Governo do Estado quanto ao andamento das ocorrências registradas na Delegacia de Polícia Civil do município. O principal motivo da indignação é a ausência de um delegado fixo na cidade, situação que, segundo moradores, tem deixado centenas de boletins de ocorrência parados, sem despacho.
A reportagem procurou conversar com um funcionário da delegacia, que confirmou o problema e pediu para não ser identificado. De acordo com o servidor, atualmente funciona um sistema de rodízio de delegados na região. O modelo tem prejudicado diretamente os trabalhos em Manoel Urbano, já que um único profissional fica responsável por atender três ou até quatro cidades simultaneamente.
“Os delegados estão sobrecarregados. Quando chegam aqui, têm uma pilha de BOs para analisar, além de flagrantes e outras demandas urgentes. Aí precisam ir para outro município e o serviço acumula. Tem boletim de furto simples, ameaça, até casos de lesão corporal que estão há meses sem andamento”, relatou o funcionário.
Para a população, o Estado tem sido omisso com a obrigação de dar resposta aos diversos boletins registrados, principalmente os relacionados a pequenos delitos. Comerciantes e moradores ouvidos pela reportagem afirmam que a sensação de impunidade cresce porque os casos não avançam. “A gente registra o BO, mas parece que morre ali. Sem delegado todo dia, como é que vai investigar? Fica tudo parado”, desabafa uma moradora do bairro São Francisco, que preferiu não se identificar.
A comunidade pede a nomeação de um delegado titular para Manoel Urbano com urgência. Até o fechamento desta matéria, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública não havia se manifestado sobre a situação.


