A negociação envolvendo o zagueiro Alexander Barboza, próxima de ser concluída com o Palmeiras, não deve representar entrada direta de recursos para o Botafogo. A informação foi revelada pela ESPN, que teve acesso ao contrato firmado entre a SAF alvinegra e o fundo norte-americano GDA Luma.
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O acordo, assinado em fevereiro, prevê um empréstimo de US$ 25 milhões e estabelece como garantia os valores futuros de transferências de atletas. No documento, o clube detalha a natureza desses ativos ao registrar: “gera de tempos em tempos uma série de recebíveis decorrentes da transferência de jogadores de futebol que fazem parte (ou que fizeram parte) de seu elenco.”
Veja as fotosAbrir em tela cheia Botafogo iniciou a partida com Léo Linck; Ponte, Bastos e Barboza; Vitinho, Danilo, Newton e Alex Telles; Barrera, Matheus Martins e Montoro.Vitor Silva/Botafogo Alexander Barboza e PH Ganso no clássico do 1º turno do Brasileirão de 2025.Vitor Silva/Botafogo BotafogoReprodução
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A partir dessa base, o contrato define o destino dos valores. Em um dos trechos, o texto aponta: “realizar todos os pagamentos relativos aos créditos de transferência exclusivamente para a conta da credora”. A determinação indica que clubes compradores devem direcionar os valores diretamente ao fundo, sem intermediação do Botafogo.
O documento também estabelece a prioridade dessa regra sobre qualquer outro tipo de acordo. Nesse sentido, o contrato afirma: “tais instruções de pagamento prevalecerão e substituirão qualquer outra ordem de pagamento, acordo, arranjo ou entendimento.”
Além disso, há uma definição clara sobre o controle dos recursos. O texto registra que “a mutuária não terá direito de acesso, uso, alienação, controle ou usufruto benéfico sobre tais créditos de transferência a qualquer momento”, indicando que os valores não ficam disponíveis para a SAF.
Em outro ponto, o contrato trata da natureza desses créditos, destacando que “todos tais créditos de transferência serão considerados ativos proprietários de propriedade da credora”, o que afasta a possibilidade de contabilização como receita operacional do clube.
Diante dessas condições, o valor da possível venda de Barboza — estimado em cerca de US$ 4 milhões — tende a ser utilizado diretamente para amortizar a dívida com o fundo, sem impacto imediato no caixa do Botafogo.
Paralelamente, o GDA Luma protocolou pedido na Justiça para atuar como “terceiro interessado” no processo de recuperação judicial da SAF alvinegra. No requerimento, o fundo solicita ser informado sobre movimentações relevantes, como “suspensão de exigibilidade, vencimento antecipado, amortização acelerada, excussão de garantias, travas fiduciárias, retenções, redirecionamento de recebíveis, mecanismos de cobrança” ou “quaisquer medidas que afetem os direitos creditórios e garantias de credores da SAF Botafogo.”
O processo segue em análise no Judiciário, que poderá, a depender das decisões, interferir na ordem de pagamento das obrigações da SAF. Segundo a ESPN, o GDA Luma é atualmente o maior credor financeiro do Botafogo, com valor superior a R$ 124 milhões, em meio a uma lista que inclui ainda outros credores, como atletas, comissões técnicas, clubes e fornecedores.


